Quanto você custa?
Em qualquer shopping nas grandes cidades, ou nas feiras de sábado no interior, tudo é catalogado e precificado seguindo a boa e velha lei de oferta e demanda, que até o vendedor mais inexperiente conhece.
Pouca gente querendo, ou muitos concorrentes, ou preço cai. A procura aumenta, ou os concorrentes diminuem, o preço sobe.
Mas como nós podemos dar preço ao que não é tão simples de ser comparado; mercadorias sem concorrentes, ou que qualquer pessoa já possui na mesma quantidade?
Como dar preço, por exemplo, ao seu tempo?
Quanto vale uma hora do seu dia, ou um dia da sua semana, é algo que poucas pessoas entendem com precisão — eu me incluo na multidão que não tem ideia.
Os gerentes e escritores focados no mercado de trabalho sabem como fazer a conta que lhes interessa; quanto o funcionário ganha, dividido pela quantidade de horas que trabalha.
Mas nós não somos só funcionários — ou colaboradores, como é moda nas empresas que procuram se posicionar como bons lugares para trabalhar, também carregamos os papeis de ser pais, filhos, companheiros, amigos, humanos.
Uma hora com a sua família tem o mesmo valor que uma hora em frente ao computador digitando algum documento só porque o seu chefe mandou?
Quanto você cobraria para não estar presente no segundo exato em que seu filho nasceu? E quanto pagaria para conseguir chegar lá nesse momento, se estivesse distante?
Não, o mercado de trabalho não pode dizer quanto vale o tempo de uma pessoa. E o indivíduo, muito menos, pode permitir que alguém queira fazer essa conta por ele!
Conheça as suas prioridades, em primeiro lugar — com quem, onde e fazendo o que, você gostaria de estar, se lhe restasse apenas uma hora?
Eu me recuso a acreditar que a resposta de alguém tenha uma empresa qualquer como cenário.
Mas se em nossa última hora, todos nós gostaríamos de estar com a família e os amigos mais próximos (você não?), porque hoje, quando temos horas, dias e anos sobrando, eles ficam muitas vezes com o tempo que restar, enquanto todo o resto é priorizado?
Faça as contas novamente, algo está errado — um dígito, uma vírgula, uma equação — algo precisa estar errado!

