Autoajuda é para os fracos e não tem o que fazer…?

Crenças sobre o autoconhecimento e a minha história

Como ex-oficial combatente de carreira do Exército, eu achava isso uma bobagem.

Hoje não tenho vergonha em falar isso, mas eu pensava que isso era coisa pra quem não tinha o que fazer, pra quem era fraco e que precisava ler livros de autoajuda, que não tinha força própria pra lidar com as coisas da vida.

Que era coisa pra frouxo, papo pra boi dormir, enfim, acho que você já entendeu o x da questão…

E para reforçar isso, revistas de grande rodagem descrevem o mercado da autoajuda em um tom de deboche, descrevendo aproveitadores e vítimas de um sistema que gera milhões…

Hoje escrevendo isso, eu percebo um tom de sarcasmo misturado com falta de humildade ao julgamento que fazia… sou superior a isso…

Na minha opinião anterior, apenas psicólogos e psiquiatras seriam aptos a resolver possíveis patologias de cunho psicológico.

E eu acredito que, infelizmente muita gente ainda pensa assim…

Logo após eu ter pedido demissão do Exército, eu tinha a vida que eu desejei: um apartamento do jeito que eu queria, um bom carro na garagem, bens que muita gente gostaria de ter, um trabalho legal, diferente… e junto com isso tudo veio um vazio…

Muito estranho, mas tudo havia saído conforme planejado, saí de onde estava me incomodando… saí do ponto A e cheguei no B! Tudo certo!

Porém, havia algo que não estava legal… e esse algo era eu! Compartilhei isso no meu primeiro texto que publiquei falando sobre essa nova fase.

E então eu entendi…

Nesse “mercado da autoajuda” — que prefiro colocar como autoconhecimento e desenvolvimento pessoal (mas tudo bem, são apenas rótulos) — surgiram as minhas maiores mudanças de paradigmas, conheci pessoas fantásticas, amáveis e com um estado de consciência elevadíssimo, livre de pré-conceitos e da visão de um mundo apenas mecanicista, técnico-científico e interiormente pobre.

Um mundo em que aprendemos um monte de coisas pra fazer um monte de coisas sem nos preocuparmos com nós mesmos…

É tão óbvio, só que a gente não quer entender, pois isso é, de certa forma, render-se e assumir que não sabemos quase nada sobre nós ou que temos fraquezas e que seremos menos gente ou inferiores a alguém outro que nunca passou por isso…

Assumir que somos tão fortes e imunes a isso…

Mas, na verdade, essa força esconde a fraqueza que se encontra dentro de nós adormecida, dando mostras de quem é em momentos de descontrole ou de emoções negativas diariamente.

Mas não damos bola pra isso… O importante é trabalhar, ganhar dinheiro, comprar coisas e ser feliz…

Mostrar que o fulano foi promovido e ganha 5 dígitos é bárbaro e muito reconhecido, mesmo que o cara tome antidepressivos tenha que tomar energético para não dormir enquanto trabalha e remédios para dormir quando assim o quer… legal né?

Mas isso é irrelevante para dados sobre o mundo business…

Quando você compra um aparelho eletrônico, a primeira coisa que você faz — ou seria melhor que fizesse — é ler o manual de instruções de como usar, quais as funcionalidades do aparelho, enfim, para usar da melhor maneira possível e poder usufruir ao máximo do produto.

O problema é que nós não viemos a esse mundo com um manual de instruções…

E aí a coisa vai do jeito que der. Tentativa e erro… comparações… e por aí afora…

Pois é, deu bug no meu sistema e eu não sabia o que fazer.

A partir de então, várias e várias camadas — como a cebola da foto — foram retiradas em busca do que não está bem.

E o que ocorre com todos nós é o que está ilustrado na foto metaforicamente: as grandes questões são muito profundas… estão no cerne, e para chegar lá, são várias etapas, são várias descobertas.

Isso não quer dizer que leva muito tempo, pois isso é relativo.

A jornada é única e exclusiva para cada pessoa.

Pode ser que aquilo que realmente dói seja curado instantaneamente. Mas, quando se começa, não tem fim.

A cada passo que damos nessa fantástica descoberta sobre si, é um peso a menos na vida, é um estado mais elevado de consciência e, sobretudo, um vislumbre mais autêntico e brilhante sobre o que é a vida.

Ela melhora sem esforço.

A luz da consciência nos dá um nível de desfrute da vida incomparável. É de dentro pra fora que ocorre a verdadeira mudança.