Quando realizamos um sonho?

É comum dizerem para nós seguirmos nossos sonhos.

Irmos atrás daquilo que desejamos…

Chegarmos lá…

Hoje, ao chegar lá, num cenário que há muito gostaria de viver, estou compartilhando algo que de muito tempo já havia incorporado: não há o lá.

Há o aqui e agora.

Mas então, pra que servem os sonhos?

São o norte, uma direção a seguir, é a maneira que o coração tem para nos dizer o que fazer através da intuição.

O verdadeiro sonho eu vivo no dia a dia, não pelo fato de eu morar na beira da praia ou de desfrutar de uma certa independência financeira (o que é um certo equívoco e mostro em outro texto), mas sim, desfruto o sonho assim:

Com orgulho, bato no peito a cada dia e digo: wow, que prazer estar vivo para desfrutar este momento!

Sem alucinações de altas viagens, champagne na suíte presidencial de um hotel, carrão na garagem. Não que isso não possa ser possível, mas longe de ser a verdadeira riqueza.

Eu estava sentado nela por toda minha vida, mas há pouco que comecei a desfrutar dela.

Realizamos os sonhos a cada instante, a cada decisão.

Na decisão de não querer mais ver televisão, noticiários tendenciosos, praticando a ignorância seletiva ou dieta de informação;

Na decisão de fazer atividade física pelo menos três vezes por semana. Se não faço, o corpo pede.

Na decisão de estudar autoconhecimento todos os dias. Um vídeo no youtube, uma leitura de um texto, ler e reler livros que nos fazem mergulhar fundo e nos entender melhor.

Na decisão de fazer cursos para melhorar minha qualidade de vida sem precisar de acontecimentos externos para isso;

Na decisão que eu não quero mais sofrer. Identificar e estar atento quando algum sentimento ruim ou sofrimento aflorar pelo corpo e dar o devido fim para isso, quer seja a aceitação ou uma mudança de estado. O que eu sentir que seja melhor para a ocasião.

Na decisão de ser ninguém, me libertar de antigos padrões e nos quais eu me pautava para dizer quem eu achava que era. O fato de ser alguém na vida me prendia e não deixava ser quem eu era.

Na decisão de observar a natureza e perceber o quão simples e poderosa ela é. É na sua simplicidade que reside a beleza. É aproveitando cada instante da nossa vida que conseguimos estar em constante estado de paz e alegria.

É assim que me sinto hoje.

O que está acontecendo comigo não é um sonho se transformando em realidade, mas sim a realidade que se transformou num sonho.

Não por acontecimentos previa e meticulosamente planejados. Isso foi importante, mas além disso, foi deixar o fluxo da vida nos guiar, desapegar do controle e seguir a direção das nossas vontades.

Há 1 ano atrás eu jamais teria planejado a situação que estou hoje. Foi a entrega a sábia decisão que me permitiu estar aqui hoje, usando a nossa mente como uma poderosa ferramenta para arquitetar os passos.

Independente de onde eu esteja, esse sonho não desgarrará. Poderá ser outros sonhos, outras possibilidades, outras demandas, mas esse estado de plenitude, alegria e paz nos acompanhará…

É fácil?

É! Basta que queiramos que assim seja…