Vergonha de ter Dinheiro

Sobre as crenças sobre Dinheiro e como ferram nossa vida sem sabermos…

Por muito tempo eu neguei algo que eu muito queria… dinheiro.

Dentre muitos motivos, estão a vergonha de desejar isso, já que não me sentiria tão evoluído a ponto de entender que o dinheiro é um valor meio e não fim…

Seria tolice minha também, sabendo disso, desejar um valor meio.

Desejar também é uma outra palavra que, pela linguagem mais “evoluida”, tornou-se um erro, ou uma vontade de satisfazer um ego em falta.

Mas eu percebi que tenho uma vontade mais profunda… e sim, uma vontade enorme de fazer muito dinheiro.

Para ajudar os outros, por caridade, pra levar benefícios a outras pessoas?

Não, simplesmente porque eu quero.

Isso pode ser consequência, mas em primeiro lugar estão minhas vontades.

Surge uma vontade incrível de fazer a coisa acontecer, fazer dinheiro tornou-se uma das palavras de ordem.

Mas e o que realmente importa? Alegria, paz, tranquilidade?

Tudo isso continua sendo acessado a todo instante dentro do propósito primário de estar presente. E isso quero que me acompanhe nessa caminhada a todo instante.

Pra mim, fazer dinheiro significa ter acesso a mais possibilidades. Pensando em mim mesmo em primeiro lugar. Sim, acredito que isso não seja egoismo, mas sim amor próprio.

Acredito que não há nada errado em querer algo, desde que isso não se torne algo ruim… e até mesmo esse ruim está dentro de um contexto relativo.

Vender tornou-se uma palavra de ordem...

E sei que, através disso, meu propósito poderá atingir níveis que antes, na mesquinhez do meu pensamento que tomou conta de mim se dizendo espiritualizado, não me permitiria.

Usou a camuflagem do minimalismo para guiar passos pequenos e sem muito impeto.

Não que vou deixar de pensar de uma maneira minimalista, continuo acreditando que esse seja um caminho saudável para uma vida próspera e equilibrada.

Mas agora a coisa é diferente, possuído por uma força interior profunda e inabalável, cada vez mais me conecto com mais poder. Um poder que vem do Ser.

Essa frase, por mais egocêntrica que possa parecer, penso que seja o prenúncio de uma nova fase, daqueles guerreiros que se dispõe a sair do discurso bonito de alma e atrevem-se a jogar o jogo que hoje prevalece.

O jogo da grana.

Gostemos ou não, esse jogo é o que está em disputa hoje… essa é a frequência da abundância. Não disputa no sentido de competição, mas no sentido de ser a energia que nos dá mais possibilidades de fazermos a diferença.

No nosso caso, espalhar a energia do Amor.

E se soubermos jogar o jogo da vida com leveza, a brincadeira — lila — acredito que também podemos nos dar bem nesse jogo dos cifrões, conectando-se com essa abundância que pode hoje estar sendo usada para fins não tão nobres, mas que de nada adianta ficarmos julgando se não arregaçarmos as mangas e iniciarmos o nosso trabalho de conexão e construção da riqueza.

De um jeito novo, sem dor, sem esforço, mas sim com uma capacidade imensa de fazer acontecer, dar um jeito e tornar a coisa real!