We’re not in Kansas anymore!

Sobre pisar na rua e conhecer profundamente seu usuário.

Trecho de O Mágico de Oz

Não é novidade que realizar pesquisas com os usuários é uma etapa importantíssima em qualquer projeto de User Experience. Mas no ContaAzul enxergamos a pesquisa como algo a mais.

Se você já viu o vídeo de Richard Fulcher sobre UX Research, deve se lembrar de seus tópicos sobre estudos de interação entre homem e máquina:

“É um estudo de usuários, inseridos em um contexto, se utilizando de ferramentas, para executar tarefas e alcançar um objetivo.

No dia a dia porém, dentro de nossos escritórios, podemos acabar pecando em um ponto muito importante: o contexto em que o usuário está inserido, o que pode ser um grande problema. Por isso em nossas design sprints, embutimos uma rotina que chamamos de imersão com clientes. Mais que uma etapa do processo para colher insights e validar hipóteses, é o nosso momento de conhecer de perto a realidade dos nossos usuários.

A imersão

O processo é simples, fazer visitas periódicas aos estabelecimentos dos clientes. Sem um super planejamento, montamos pequenos roteiros baseados nas tarefas que estamos trabalhando durante a semana e saímos a campo. Nosso objetivo não é voltar com milhares de gráficos e um enorme relatório sobre a visita, e sim conhecer o ambiente de trabalho do nosso cliente, quais são suas dores e opiniões sobre o produto, além é claro, de descobrir como ele se comporta diante de determinado problema e como ele utiliza o ContaAzul.

Choque de realidade

Um dos motivos de fazer uma imersão é realmente sair da bolha. Nós lemos os personas, acumulamos conhecimentos a cada teste de usabilidade e telefonema, mas é indo a campo que quebramos essa parede do cliente sorridente de banco de imagens. Isso nos mantém com os pés no chão e nos põe em contato com novos pontos de vista.

Se libertando do tendencioso

“Grandes designers não se apaixonam por sua solução. Grandes designers se apaixonam pelo problema.” Jared Spool.

Durante as imersões nos conectamos com o repertório do outro, com sua bagagem de vida e suas formas de resolver os problemas, tendo assim a oportunidade de se abstrair dos padrões de comportamento e soluções que conhecemos, para investigar e aprender com o usuário.

Errando cedo para aprender cedo

Ao contrário do que se pensa, discutir suas hipóteses com os clientes faz você ganhar muita velocidade no seu processo de design. Se eu pudesse te indicar uma boa prática, seria essa:

“É importantíssimo colocar na cabeça que com investimento em pesquisa você evita gastar tempo em soluções que não valem a pena serem desenvolvidas.”

Antes de fazer qualquer rascunho, vá a campo. Dessa forma você receberá insights riquíssimos que te trarão segurança e assertividade nas tomadas de decisão, podendo te poupar horas e até dias de trabalho.

Brain food

Conhecimento nunca é jogado fora. Além de ouvir sobre o problema no qual você está trabalhando na semana, seus clientes te passarão várias experiências que tiveram com o produto e problemas que enfrentam no dia a dia fazendo que você fique ciente de outras melhorias que podem ser feitas e não estavam no seu radar.

Esses são alguns tópicos sobre o quanto a prática de imersão tráz impactos na qualidade do nosso trabalho, na velocidade em que aprendemos, enfim, na nossa evolução como profissional e como pessoa. :)