
DDE, A Droga da Empatia
Projeto de Design Experimental | IED-SP
Base conceitual
Dando continuidade ao trabalho iniciado em 2017 no módulo de Design Mindset, onde tivemos como atividade buscar tendências para o uso das drogas no futuro, tivemos como desafio a criação de uma droga do futuro. Desde sua Posologia, passando por sua manifestação material e chegando ao uso da mesma.
Dentre diversas tendências encontradas por meus colegas, escolhi trabalhar com a “Talk”:
Movimento de atenção aos problemas sociais de comunicação e comportamento dos indivíduos em um futuro caracterizado por seres altamente submetidos ao vício das tecnologias de tela. Lida com doenças psicológicas afetando relações interpessoais e na maneira como as pessoas vem se expressando de modo cada vez mais virtual.
Utilizando este cenário futuro, imaginei um mundo onde as pessoas, por causa da alta utilização de dispositivos digitais, acabaram por deixar de sentir.
Essa falta de tato social é responsável por acabar com um sentimento:
a Empatia.
Processo criativo
Por que não combater um problema utilizando um de seus causadores como uma espécie de vacina? Utilizando essa abordagem Cavalo de Tróia, comecei meus primeiros estudos para um tratamento de Realidade Virtual.



Após estudo de materiais e alguma experimentação no laboratório, acabei abandonando a ideia de construir um headset do zero, por falta de tempo e habilidade manual. Preferi utilizar um Google Cardboard pré-montado e personalizá-lo voltando meu foco na construção da experiência em si.


Antes de finalizar as experiências, validei meu conceito com o Professor Anderson Penha. Após suas observações e sugestões, continuei com as edições em 360º finalizando com 3 experiências distintas.
Experimento
O Experimento era composto por 2 etapas: a utilização do headset de realidade virtual e o preenchimento de um questionário onde o usuário relatava em uma palavra a sensação que melhor descrevia cada uma das 3 experiências e a intensidade que sentiu esta e outras sensações durante a experiência.




Análise
O resultado do experimento mostrou que é possível manipular o usuário para que o mesmo sinta uma determinada sensação preestabelecida na maioria das vezes. No questionário cada uma das experiências obteve palavras muito parecidas como descrição, mas a intensidade variou consideravelmente entre os voluntários. Inicialmente o experimento contava também com a medição dos batimentos cardíacos dos voluntários antes, durante e depois do experimento, mas não obteve variação suficiente para se tornar um dado relevante.

Yuri Casquel de Azevedo
Aluno de Pós Graduação em Design Estratégico e Inovação @ IED-SP
Originalmente publicado em: https://medium.com/@y.casquel/dde-a-droga-da-empatia-2fd50653b83f
