Curso de UX Writing com Bruno Rodrigues

Um resumo sobre os principais aprendizados e participação da Resultados Digitais na segunda edição do curso

Josias Oliveira
Apr 16, 2018 · 6 min read

Nos dias 7 e 8 de abril de 2018 estivemos participando, eu e Pedro Belleza, do Curso de UX Writing ministrado pelo Bruno Rodrigues na Mergo, em São Paulo.

É com imensa satisfação que escrevo este post pois estamos muito felizes com o fato da Resultados Digitais ter apoiado a nossa participação no curso.

Isso demonstra não apenas o compromisso da RD em promover a melhoria continua das pessoas que trabalham na empresa mas principalmente a valorização de um tema tão importante para o desenvolvimento de produtos como UX Writing.

Falando um pouco sobre o professor Bruno: é autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting — Pensando o texto para mídia digital’ (2000), de ‘Webwriting — Redação & Informação para a web’ (2006) e de ‘Webwriting — Redação para a mídia digital’ (2014);.

Além disto, ele também é Membro do Sociotec, grupo de pesquisa da UniRio focado em estudos e investigações em Ciência da Informação.

Bruno Rodrigues, Pedro Belleza e Josias Oliveira.

Foram 2 dias intensos, obviamente existe muito mais conteúdo para ser estudado e a idea deste artigo é apenas compartilhar um pouco do que vimos. Vamos agora aos principais pontos que foram levantados durante o curso.

Deixando claro que esta interpretação é totalmente pessoal, pois o objetivo é dar a minha visão sobre o assunto, trazendo para o contexto do universo de produto que nós na Resultados Digitais trabalhamos.


O UX Writing utiliza como fonte a consulta de dados. Nós, como designers e projetistas de software, produtos, sites, sistemas ou aplicativos visuais, temos como premissa criar interfaces que utilizem esses dados como fonte de consulta.

Assim exibimos na interface aquilo que é mais relevante para determinados usuários dentro de um contexto, transformando o que antes eram apenas dados em informações úteis para quem utiliza nosso produto.

Apaixone-se também pela informação, não apenas pela palavra.


UX writing surgiu da necessidade de um estudo aprofundado do universo semântico. Antigamente dava-se mais importância para a construção da frase.

Hoje em dia entende-se que há importância, ou melhor, que há uma maior relevância na palavra. Dedica-se mais energia em palavras individuais.

Usuários estão cada vez mais exigentes com a objetividade da informação. Assim o UX writing se preocupa mais com o ‘pedacinho’, com a unidade mínima da escrita, que é a palavra.

Escolher a palavra certa, dentro do contexto correto para comunicar o objetivo de forma precisa, transformando isso em informação.

Texto curto é a consequência da objetividade.


Neste tópico foram levantados aspectos importantes sobre a como precisamos estar atentos ao universo cultural, ou seja, sobre contexto no qual seu produto ou serviço estará inserido e como isso afeta diretamente a forma como construímos o que será escrito para a interface.

Você tem certeza que a palavra farol tem o mesmo significado no Brasil todo? Por exemplo: Farol, sinal, sinaleira, semáforo. Para alguns pode ser apenas o farol de um carro ou de um outro veículo, mas para outros pode significar um semáforo ou uma sinaleira. Tudo depende também do universo cultural que estamos trabalhando e o contexto aonde essa palavra está inserida.

O que é uma palavra: é a comunicação personificada.


A distribuição da informação por camadas de conteúdo é um outro aspecto importante levantado pelo Bruno. Principalmente quando estamos falando sobre o que de fato a gestão da informação busca como essência.

Transformar esses dados em informação para gerar conhecimento, especialmente quando trabalhamos a educação dos nossos usuários.

Modelo de camadas de conteúdo: quanto maior a profundidade, maior o envolvimento do usuário.

Imagine que a pessoa está navegando pela Internet ou procurando um aplicativo em alguma loja, qual a primeira coisa que a pessoa se depara? Exatamente, na sua apresentação.

Especialmente dentro do universo de produtos digitais, trabalhamos de uma forma bem intensa no marketing para conseguir e qualificar novos Leads.

É o primeiro contato que o visitante terá com o seu produto ou serviço. Nesta primeira camada é importante selecionar a informação que desejamos comunicar.

O foco aqui é buscar a objetividade, principalmente para economizar espaços. E se possível não repetir informações, explorando assim a criatividade.

O visitante prestou atenção na sua apresentação e, dentro do contexto, achou interessante e quer saber um pouco mais. Precisamos pensar como desenvolver um resumo.

Fichas com as informações básicas sobre o produto auxiliam no entendimento. Verifique se as palavras-chaves que você utilizou para captar a atenção do seu público estão presentes, criando uma conexão entre a apresentação e o resumo. Uma relação entre o que chamou a atenção do usuário na sua oferta e o que ele encontra quando quer saber um pouco mais.

Utilize o primeiro parágrafo ou a área mais proeminente do seu layout para abordar o aspecto mais interessante do seu produto. Restrinja numa ideia central para cada paragrafo que você for utilizar. Estruturar o conteúdo utilizando itens ou bullets também pode ser uma boa opção dependendo do espaço disponível.

O usuário já foi atraído pelo seu anúncio, pela descrição da sua página e entendeu qual o resumo do seu produto ou serviço. Esse visitante está interessado, conseguimos atrair a atenção e despertar o seu interesse.

Agora podemos detalhar um pouco mais ainda assim sem perder a objetividade. Nesta camada entra o detalhamento do que você tem à oferecer. Eventualmente aqui podemos oferecer que o usuário experimente de forma gratuita o que temos a oferecer, como um trial ou uma conta gratuita.

Assim criamos a ponte de ligação entre despertar o interesse do usuário, atrair sua atenção e efetivamente criar encantamento. O cliente nos oferece o recurso mais precioso que é sua atenção e, em troca, oferecemos algo que realmente irá ajudá-lo a solucionar o seu problema.


Pensar em arquitetura da informação é o ato de dissecar o óbvio. Todo este processo está ligado diretamente à nossa maneira de pensar e de viver.

Como profissionais ou acadêmicos, precisamos estar atentos para detalhar aquilo que para muitos parece trivial e estruturar, classificar, catalogar e organizar a informação.

Todos os movimentos relacionados à organização espalhados estão pelo mundo. A arquitetura de informação é uma forma de arrumar para construir a informação.

O sistema pode ser complexo e operacionalmente cheio de desafios para quem trabalha com o produto, mas tem que parecer evidente ao olhar de quem usa. Este com certeza é o maior desafio e estamos empenhados em resolver para aumentar a régua da qualidade.

Como designers é nosso papel tornar claros os objetivos do produto. Evidenciar também o conteúdo e as funcionalidades (features) que são disponíveis. Especificar como os usuários irão encontrar as informações e entender como funcionam as features do seu produto. E por fim preparar o terreno para eventuais mudanças no roadmap e suportar o crescimento, dando sustentação para a escalada do seu produto.


Começando por um conceito básico que é: se algo que foi projetado funciona para pessoas que precisam de algum tipo de auxílio, esta interface também deve funcionar para qualquer pessoa.

Detalhes simples como uma imagem na sua interface que foi "esquecida" pelo UX Writer na sua tag ALT (que na linguagem de marcação HTML significa "texto alternativo") faz toda a diferença para pessoas que utilizam dispositivos que lêem interfaces.

Dedique o mesmo esforço que você investe na construção da legenda da sua foto também para os recursos essenciais de acessibilidade. Vale aqui pensar nisso como um conceito, não apenas como uma ação isolada.

O que você fez funciona para todas as pessoas?

O retorno econômico deste investimento será o resultado de um trabalho abrangente e realmente voltado para o usuário.

Se você quiser saber um pouco mais sobre o assunto, também escrevi um um post sobre Microcopy: A Importância de Escrever Mensagens Para a Estratégia de UX. E também tem mais um sobre Boas Práticas Para Copywriting em Diálogos com o Usuário no UX Collective.


Vem fazer parte da equipe da Resultados Digitais.

Acesse: http://resultadosdigitais.com.br/trabalhe-conosco/

UX Resultados Digitais

Experiências do time de design por trás do RD Station

Thanks to Pedro Belleza and Tiago Muraro

Josias Oliveira

Written by

Head of Product and Design at @octadesk

UX Resultados Digitais

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