Me desculpe aquele biscoito homônimo, mas só tem uma coisa com mais gosto de recreio do que comer bisnaguinha recheada com presunto e queijo: desembrulhar o papel alumínio e comer bisnaguinha recheada com presunto e queijo.
Quem me conhece, com certeza deve estar se perguntando: “Mas Anderzão, você, defensor irrestrito do peito de peru, aí advogando em defesa do presunto?”.
E parece um pouco estranho mesmo, mas quem viveu a infância nos anos 90 sabe como aqueles tempos eram difíceis. Uma época em que um homem não podia se dar ao luxo de não gostar de presunto porque o conceito de peito de peru era um sonho distante e, caso ele não fosse abastado o suficiente pra bancar lanches diários na cantina, teria de se resignar à monotonia monocromática do sanduiche de queijo e à decepção do eventual salame que, em sua cruel aleatoriedade, apenas ressaltava o tédio cotidiano.
E é por isso que o advento do peito de peru na mesa das famílias brasileiras sempre será lembrado com bastante carinho e alegria por pessoas que, como eu, nunca foram lá muito entusiastas do presunto.
PS: e, por favor, nem venham me comentar aqui sobre aquele escapismo barato que vocês insistem em chamar de patê!
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