Contas em ordem? Reality says no!!!!

Saiu ontem o 12 Anuário dos Municípios Portugueses, um documento que posse ser consultado por todos os interessados.

Já por diversas vezes foi afirmado que, no caso de Nelas, a propalada “boa gestão financeira” da gestão da responsabilidade do Sr. Dr. Silva, se devia unica e esclusivamente às amarras deixadas à Câmara Municipal de Nelas pela anterior gestão — ler PAEL e PAF (ver paginas 28, 29 e 30) — que pouca margem deixam para fazer asneiras. Mas há quem tente!

A recente intenção de contrair um empréstimo de 1,5 milhões de euros, a manutenção de todos os impostos na taxa máxima e a elevada dependência financeira para fazer obra relevante (ler fundos comunitários) adensaram a suspeitas de que nem tudo vai bem nas finanças da Casa Amarela.

Mas, tendo em conta toda a propaganda, convém dar uma vista de olhos no que diz a Órdem dos Contabilistas Certificados sobre o Município de Nelas.

Aparentemente o Concelho é um dos que apresenta maior desequilíbrio financeiro. Parece que o “saldo corrente deduzido da média das amortizações” é negativo em 12,5% relativamente ao das receitas correntes. Extraordinário para quem faz da sua gestão financeira “rigorosa e equilibrada” a principal arma. Fantástico como “destacados” dirigentes alinham nesta campanha. É cada vez mais evidente que palavras vindas daquela banda valem o que valem.

Em 2015 Nelas foi o 7º pior município do país no que a este parametro diz respeito

Pese embora isto o Sr. Dr. Silva propôs na passada Segunda-feira um aumento do orçamento de 11 para 16,2 milhões de euros, empolando a receita de forma exponencial o que levaria ao aumento da dívida e a maior desequilíbrio. Bem como a proposta para um aumento do quadro de pessoal em 39 pessoas (a iniciar em Agosto de 2017) que teria um efeito similar.

Isto num município que, como se pode ver, continua a ter um dos maiores índices de dívida total e um dos piores resultados económicos de todos os municípios portugueses em 2015 (2014 parece ter sido a excepção). Veremos como vai a ser a análise ao corrente ano. Aguarda-se com curiosidade pelos valores da execução orçamental.

Resultados económicos (valores absolutos)

O desequilíbrio do anterior executivo não nasceu no segundo ano do mandato do executivo anterior.

Não admira que a proposta daninha fosse chumbada no dia 21 por quem sempre foi coerente.

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