Dia 4: Escravos de Cristo.


“Paulo e Timóteo, escravos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos”
(Filipenses 1:1a)

Talvez você conheça essa passagem da carta de Paulo aos filipenses, mas pode ter estranhado a palavra escravo em destaque. O termo grego que é traduzido originalmente por servo (na NVI, versão do texto e em muitas outras versões) é δοῦλος (doulos) que significa literalmente escravo. O vocábulo δοῦλος nunca é usado em um sentido servil, de alguém que troque sua força de trabalho de maneira remunerada, mas sim no sentido de alguém que é literalmente posse de um terceiro, e é isso que somos, escravos de Cristo.

Isso pode soar um pouco duro em um primeiro momento, mas é infinitamente confortável tal afirmação. No século primeiro, época em que o texto foi escrito, a escravidão era totalmente diferente da escravidão nas eras coloniais. Um escravo não necessariamente trabalhava em serviços braçais de campo, na verdade ele fazia o que seu dono desejasse, podendo sim ser um trabalhador manual, mas também podendo ser o médico da família ou professor dos filhos de seu dono, ou até mesmo segurança pessoal de seu senhor. A vida do escravo era totalmente guiada e regida por seu dono, então caso o escravo tivesse um senhor gentil, sua vida seria boa e prospera, muitas vezes chegando a ser melhor do que muitos homens livres e ainda poderia ser considerado herdeiro, mas aí do escravo que possuía um senhor cruel, a morte era melhor que a vida de sofrimento que o aguardava.

Agora que você já sabe o que significava um escravo no contexto da carta, comesse a regozijar, pois o seu Senhor é DEUS! Nosso Senhor foi capaz de se rebaixar a estatura de escravo para nos livrar das terríveis amarras do pecado, enquanto ainda eramos seus inimigos. Cristo nos amou de maneira tão intensa que sofreu a ira de Deus em nosso lugar, para que fossemos vivos nele. Nosso dono é infinitamente melhor que o mais gentil dos senhores, e imensamente mais bondoso.

Fomos comprados por um alto preço, preço esse que nunca poderíamos retribuir de maneira adequada, sejamos então gratos e façamos sempre tudo para a glória de Deus, pois não existe nada na terra que seja comparável a tão grande amor!


Esse texto faz parte de uma serie de textos, se você se interessou (?) pode achar outros como esse aqui “Devocionais de um Tolo”.