Dia 45: Eleição incondicional.

“Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.” (Efésios 1:4–6)
A doutrina da eleição é certamente uma das mal compreendidas de toda a cristandade. Os motivos pelos quais ela é rejeitada são bem variados, mas todos partem de algum tipo de desejo humano de ser livre, seja de seu pecado, ou até mesmo de Deus, o que é impossível.
A humanidade está em um estado de queda tão absurdo que não tem a capacidade de livremente escolher algo, nem que isso seja algo infinitamente bom como o próprio Deus. Nos tornamos inimigos de Deus por causa de nossos pecados e tudo o que mais desejamos é estarmos longe da presença dEle, pois não suportamos sua santidade em nosso estado de depravação. O homem não é capaz e nem quer buscar a Deus.
Sabemos que mesmo sendo onipotente e sendo capaz de salvar toda a humanidade do pecado, não foi isso que Deus fez a enviar seu filho. Deus escolheu os quais ele salvaria, antes da fundação do mundo e de forma totalmente incondicional, ou seja, Deus escolheu independente do que homem tenha feito ou deixado de fazer, isso pode gerar algumas conclusões fatalistas em um primeiro momento, mas após alguns momentos de reflexão, tudo isso cai por terra.
O primeiro questionamento que se levanta é “Deus não seria injusto em salvar apenas alguns?” e a resposta para essa pergunta é obviamente não, primeiro porque Deus é justiça, mas normalmente só essa resposta não agrada a todos, então vamos a um desenvolvimento lógico sobre a doutrina da eleição incondicional.
O fato é que toda a humanidade merece a condenação eterna pelo estado em que nossas almas se encontram, não há injustiça da parte de Deus de estender misericórdia a uns e não a outros, pois nem um, nem outro mereciam tamanha graça. “Mas o que leva Deus a eleger um e não a outro?” bem, eleição incondicional parte do princípio que essa escolha foi totalmente desprovida de distinções ou condições, esse é um aspecto da predestinação que me trás gratidão, pois não somos merecedores de tamanha graça, mas mesmo assim como cristãos a recebemos e teoricamente por ser incondicional, tentar definir o motivo de Deus ter escolhido uns e não outros, tira o total sentido do nome. A verdade é que todos merecíamos a condenação, Deus em sua misericórdia salva os quais lhe apraz.
Essa verdade deve encher nossos corações de gratidão, pois não seriamos capazes de ir até Deus se antes ele não tivesse nos escolhido, nosso amor por Ele é apenas uma resposta do que foi feito primeiro por nós, sejamos então gratos e preguemos o evangelho, pois somos eternamente gratos ao evangelho que nos salvou.
(Continua…)
Esse texto faz parte de uma serie de textos, se você se interessou (?) pode achar outros como esse aqui “Devocionais de um Tolo”.

