Dia 53: O significado da vida, do universo e tudo mais.

“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mateus 6:21)
“Qual o significado da vida?” essa é uma das perguntas mais relevantes em toda a história do pensamento humano, o que me deixa bem preocupado é como os cristãos tem tratado a vida e seu significado, pois se existe algo que dá significado a nossas vidas é a pessoa de Jesus Cristo operando em nosso favor.
Quando pensamos na grandeza do mundo e como somos infinitamente menores que tudo que nos cerca, podemos ter duas reações: uma combinação de espanto e admiração ou uma total aceitação de que compreender “o todo” está fora de sua capacidade. Quando fazemos o primeiro mergulhamos de maneira profunda no desconhecido, o que nem sempre é muito agradável, mas nos dá algumas experiências muito singulares. Quando porém fugimos do desconhecido, encontramos então nosso pior inimigo, a comodidade, onde esperamos que tudo aconteça por nós e para nós, nos afundamos em nosso próprio egoísmo, centralizamos nossas vidas em nós mesmos e esperamos que o mundo gire ao nosso redor.
Quando ateus fazem isso, bem, não podemos esperar que alguém que deliberadamente afirme que não acredita em nada além daquilo que ele pode experimentar faça outra coisa, pois ele limita a sua realidade a experimentação empírica. O problema é quando cristãos agem como se Deus não existisse, agem em favor de seus próprios umbigos e tentam usar Deus como um artifício para sua satisfação. É nisso que o evangelicalismo moderno se tornou, pessoas que se dizem cristãs, mas vivem como se Deus não existisse, vivendo para seus próprios prazeres.
O ponto é que sendo cristãos devemos ter a atitude de colocarmos nossos corações onde realmente importa que é em Deus, pois devemos entender que aquilo que experimentamos está totalmente corrompido pelo pecado que está em nós, até mesmo a glória de Deus revelada na natureza não a vemos de maneira plena, Paulo diz em sua carta aos coríntios “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido.” (1 Coríntios 13:12). Quando ele fala sobre um espelho, pense em uma peça de prata que foi polida de maneira exaustiva e que mostra um reflexo totalmente distorcido, não nos espelhos como temos hoje.
Precisamos voltar nossos corações ao amago da vida cristã, pois é Cristo quem dá sentido as nossas vidas. Quando Nietzsche diz que “Deus está morto” ele não fala aquilo por acreditar que de alguma forma tenha matado Deus, mas por constatar que a sociedade dita cristã da Europa do século 19 vivia como se Deus simplesmente não existisse, foram eles que “mataram” Deus de suas vidas.
Sejamos então verdadeiros cristãos e mergulhemos de cabeça no desconhecido, colocando nossas vidas nas mãos daquele que sabemos ser infinitamente maior que nós mesmos.
Esse texto faz parte de uma serie de textos, se você se interessou (?) pode achar outros como esse aqui “Devocionais de um Tolo”.

