#6 Le Pop

A trilha sonora da Air France, o selo responsável pelo lançamento do duo POSTAAL, as lendárias festas PANIK em Paris, as ativações das campanhas dos bebês da Evian e esse clipe da Lacoste abaixo tem algo em comum: BETC Pop.
A BETC Pop começou pela música, é uma empresa de conteúdo e mídia, mas também uma agência que busca criar marcas culturalmente relevantes. Fabrice, Christophe e Isabelle, trabalhavam na BETC, eram apaixonados por música, e super conectados com a cena musical e noturna de Paris. Começaram organizando as festas PANIK, em que gente como M.I.A e Justice chegaram a tocar, e foi virando job. Divulgação de jovens artistas e DJs, ativações em festivais de músicas, criação de conteúdo e curadoria de música faziam parte da BETC Music até que o escopo foi aumentando.
Se você entrar no site da BETC Pop não vai achar que é um site de agência. Por que não é. Conteúdo sobre música, moda, cinema e arte, com o olhar da marca é o que você vai encontrar. E não é apenas curadoria, a BETC Pop tem um time de conteúdo que cria para o portal e para os trabalhos com as marcas. Eles continuam organizando e cobrindo festas, conhecendo talentos e se conectando com gente legal, mas agora com viés de curadoria e ativação para marcas. É tipo o melhor trampo do mundo.
A Isabelle, com quem conversei, concorda. Ela me contou da festa que teria no dia seguinte em um bar próximo à BETC, com a participação de DJs do selo da BETC Pop, das entrevistas que tem feito com gente com o co-fundador do wetransfer, do Haven Festival que iam acompanhar na Dinamarca e da viagem pela firma em que perdeu o medo que tinha do Brasil.
Ano passado foi sua primeira vez no país, quando veio para um projeto para as Olimpíadas do Rio. O Brasil era para ela como a Índia é para mim: uma terra em que beleza e medo se misturam. Isabelle lembra de como teve medo de levar o grupo de DJs que estava acompanhando e que tocaria em festas para a Air France para uma região fora do eixo Copacabana-Ipanema-Centro Olímpico, encenado para turistas. Abriu o google maps no celular e não conseguiu me apontar o bairro, só se lembra do quanto se sentiu tola ao chegar no local e ver que não era uma terra arrasada ou um campo de guerra como muitos haviam pintado. Gostou do que viu e disse que voltava. Eu fiquei pensando em como mais uma vez a música salva as pessoas e os lugares.
Como eles costumam dizer, a luta pop continua.


