A Ciência do Mal

E no meu primeiro post pro Dialogum vou falar da minha última leitura: o livro do Simon Biron-Cohen (primo do Borat) — A ciência do mal. Apesar de primo do Borat o trabalho do SBC não tem nada de engraçado: ele é a maior autoridade do mundo quando se trata de autismo.

Nesse livro ele disserta sobre as possibilidades de entender o mal não como uma força espiritual ou demoníaca, mas como algo bioquímico. O autor propõe que ser mal pode ser descrito em três tipos de personalidade, todos com déficit empático (são pessoas que não conseguem se colocar no lugar do outro, e entender que o outro possui sentimentos e dores iguais às deles): os psicopatas, os narcisistas e os borderlines.

Todas essas personalidades possuem déficits ao responderem um questionário chamado "quociente de empatia". A teoria do autor é que esses tipos de transtornos psiquiátricos possuem anomalias no circuito de empatia do cérebro, principalmente na amígdala (responsável por emoções) e no córtex pré-frontal (responsável, entre outras coisas, pelo controle das emoções).

Isso não quer dizer que não devemos punir pessoas que cometem crimes, principalmente crimes hediondos. O fato de possuírmos uma explicação racional para porque pessoas se comportam como monstros, em nada exime esse tipo de comportamento. Simplesmente podemos entender melhor o mecanismo e, quem sabe, oferecer tratamentos. Quem sabe, a ocitocina será nossa esperança neste caso. Voltaremos ao assunto da ocitocina em outro post.

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