The Void — Crítica

Com um marketing nas redes sociais forte e grande hype na internet, o filme The Void começou a chamar atenção, com trailers e artes interessantíssimos o filme que foi concebido por meio de financiamento coletivo há alguns anos, conseguiu ver a luz em 2017.

Os idealizadores Jeremy Gillespie e Steven Kostanski desde do início da campanha para The Void diziam que a principal inspiração seria H.P. Lovecraft, os filmes de terror dos anos 80 e efeitos visuais práticos, já que os dois são especialistas nesse último item. Aliás, influências aqui é o que não falta, além de Lovecraft podemos ver muito de John Carpenter e Clive Barker. Imagine Hellraiser com O Enigma do Outro Mundo, é mais ou menos por ai, mais ou menos mesmo. 
 
 A história começa com dois personagens perseguindo uma pessoa e a matando, logo após essa cena somos apresentados ao policial Daniel que está no seu turno da noite, sempre tranquilo, até se deparar com um rapaz todo ensanguentado na estrada, vendo que ele está em choque o leva para o hospital, onde coisas estranhas vão acontecendo. É no hospital que a história se desenvolve, não vou falar muito pois não quero estragar a experiência de quem for ver.

A primeira metade do filme se sustenta de forma coesa, mantendo o suspense e o medo do desconhecido, nos apresenta os personagens e nos entrega algumas explicações sobre o que está acontecendo. O clima é bem trabalhado e quando os membros da seita são mostrados pela primeira vez cresce o interesse e a curiosidade pela história. Os efeitos são sensacionais, todos práticos, o que é difícil de se ver hoje no cinema, muito mais amedrontadores do que qualquer GCI.
 
 A segunda parte é onde toda a ação do filme se desenrola, algumas pontas ficam soltas e outras confusas, a seita que está mantendo os personagens dentro do hospital nunca é bem desenvolvida ou tem importância significativa, eles estão lá apenas para ser a presença ameaçadora.

SPOILER ALERTA! A relação entre o Médico, as criaturas e o triangulo mesmo que sendo explicada não é bem sustentada, fica superficial. Nas partes em que ele aparece exercendo sua profissão de médico do mal, lembra bastante Re-Animator. Temos uma cena também que mostra algumas alucinações de um personagem, ali não fica claro se a mente dele que está criando aquela situação ou é influência da entidade maligna que está no local.

O final do filme também não agradou muito, poderia ter acabado alguns minutos antes, sem mostras do “outro lado”, seria um pouco mais interessante. 
 
 No geral, The Void consegue ser um destaque no meio de filmes que estão cada vez mais risíveis no cinema de horror e fantasia do cinema, mesmo com alguns problemas ele se destaca por tentar fazer algo diferente e de forma diferente, chama atenção pelas influencias e pelos efeitos práticos muito bons, deixando em aberto um final que pode ser que tenhamos mais triângulos vindo por ai.

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