É hora de assumir a responsabilidade sobre nossas finanças

Quantas vezes a gente vê pessoas se queixando porque não conseguem economizar o que deveriam, porque o dinheiro não dá para nada, não conseguem se livrar das dívidas ou que precisariam ganhar mais para começar uma poupança razoável. E quantas vezes nós mesmos não nos queixamos disso? Mas, quanto desse caos financeiro em que nos encontramos muitas vezes não é culpa nossa?
Ah! E só para deixar claro: não estou aqui falando de meritocracia. Aquela ideia de que se você não conquistou coisas na vida a culpa é apenas sua. E nem poderia defender esse tipo de coisa num país como o Brasil, onde a desigualdade é gritante e que as pessoas nem de longe têm as mesmas oportunidades e partem da mesma linha de largada.
Mas, voltando e falando estritamente sobre finanças pessoais, muitas vezes percebemos diferenças nas formas de tratar o dinheiro em pessoas com as mesmas condições financeiras, praticamente as mesmas necessidades e gastos essenciais. E nem preciso ir muito longe, eu mesmo já passei por situações em que me dei conta que pessoas que ganhavam menos que eu, economizavam muito mais.
Então, levando-se em consideração que você possui uma renda além de suas necessidades financeiras básicas, mas mesmo assim não consegue economizar o que você gostaria e acha que poderia, talvez o problema não esteja lá fora.

Pessoalmente, quando percebi que torrava o meu dinheiro com coisas que nem lembrava depois, comecei a perceber os meus movimentos financeiros como os de pessoas próximas e entendi que realmente precisava me organizar. E, a partir daí, fui atrás de leituras, aplicativos, caderninhos, metas, etc.
Desde então carrego três regrinhas básicas que aprendi sobre finanças pessoais: 1) sempre viver a baixo de suas possibilidades financeiras; 2) separar um valor para a poupança (ou outro investimento) logo no início do mês; e 3) fazer um orçamento mensal.
Aprendi também que aquela história de que se o dinheiro não está dando você tem duas opções (ou ganha mais ou corta gastos) também é meio furada. Claro que sempre é bom buscarmos um aumento de renda, um emprego melhor e tal. Mas assim fica fácil justificar o atoleiro, argumentando pra si mesmo que não você não ganha o suficiente, que precisa de renda extra ou outro emprego; e continuar gastando. Afinal a culpa não é sua. A crise está grande, não aparecem oportunidades. Pronto. Ótima justificativa para continuar gastando loucamente.
Portanto, acredito que o primeiro passo para organizarmos nossas finanças e alcançarmos uma segurança financeira é arrumar tudo por dentro, observando nossos comportamentos, nossos gatilhos para os gastos, fazer orçamentos mensais e tentar segui-los. Claro que não é algo simples e que derraparemos no meio do caminho (e como!), mas com um pouco de esforço conseguimos ver nosso dinheiro render cada vez mais. Assim, percebendo as nossas próprias responsabilidades, procurar novas oportunidades se tornará algo muito mais produtivo.
