GLOBAL GOALS JAM MANAUS 2018 | PROJECT MUDAR+

ABSTRACT

This articles presents the journey of a group that focused on developing a sustainable solution for the SDG#11, based on a main challenge: how might we can create and preserve greener areas within the city of Manaus? Although it could seem illogical, as per Manaus is located in the middle of the Amazon Rainforest, they reinforce that the city is the second worst capital in the country in regards to afforestation.

With that in hands, the group launched a digital survey, in which they identified that children were the ones more willing to collaborate with environmental-based projects. This factor was enhanced by the fact that those children are the future generation that will be here to keep the project alive in the upcoming years. Therefore, they targeted schools as their main focus. Then, they went for a field research approach, in which they talked to key stakeholders to investigate further their first insights. Although they found out there are already some minor action being done in relation to environmental education, that didn’t seemed to be engaging the kids, nor the community around.

The project’ goal is to seed out several areas along the city, especially in the most urbanized areas and also aims to sensitize the whole community around the school, starting from families and neighbors. They are willing that the children to become the “changing agent” of each community. Outside the school boundaries, the kid’s role is to identify abandon areas or open-space garbage areas, which will be transformed into new revitalized green areas. Those areas will be maintained through a “community surveillance” approach, having the kids as their major protectors. Within the school, the students will learn more about the project’s concept, and how to create their own food gardens and seedlings. The community will be encouraged to contribute with the project not only by helping protecting the new green areas, but also to dispose of their waste correctly in the schools, that could be sold as recyclable items, or be used as arts and crafts or even as compostable material for the gardens. They highlight that this process could be done though a “local currency” that become a revenue source for the project.

One curiosity about the project’s name, which is called MudaR in Portuguese, is that it has two connotations: at the same time that it means “to change”, the first four letters (Muda), also means “seedling”.

Article Authors
Jaqueline Martins Pereira Braga
Kayra Jordana Sá dos Santos
Lucas Sampaio Amazonas dos Santos
Marco Antônio Guedes Bandeira
Rayra Toga Cambriai Nascimento
Wanderley Souza Sampaio

Equipe reunida no terceiro encontro com o nome do projeto definido. Da esquerda pra direta: Rayra Cambriai, Jaqueline Braga, Lucas Amazonas, Kayra dos Santos, Marco Guedes e Wanderley Sampaio

INTRODUÇÃO

O Global Goals Jam trouxe a Manaus uma oportunidade de 30 participantes terem acesso a elaboração de projetos de impacto com foco nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com quatro encontros dinâmicos no decorrer de uma semana, foi apresentado ferramentas de Design Thinking para a solução de problemas reais da cidade de Manaus com foco em alguma ODS. Assim, os grupos desenvolveram ideias com etapas bem definidas, acompanhada de monitores, facilitadores, palestrantes e parceiros.

O grupo da ODS 15 (Vida Sobre a Terrestre), com o passar do evento, foi se dissipando, sendo necessário os que restaram migrassem para outro grupo. Por esta causa, unindo as ideias com o grupo da ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) tem-se uma complementação da solução do desafio de forma didática, criativa e sustentável.

A EQUIPE

Os integrantes são seis jovens que têm entre 19 a 33 anos, composto igual entre sexos, de forma ter um grupo de áreas e vivências diversas. Portanto, o perfil dos integrantes é composto por Lucas Amazonas que é estudante de Economia, Rayra Cambriai é acadêmica de Arquitetura, Marco estudante de Engenharia Química, Kayra Jordana formada em Química, Wanderley Sampaio é formado em Agroecologia e Jaqueline Martins é discente de Turismo. Todos se uniram com um único desafio de solucionar a seguinte questão: “Como poderíamos criar e preservar mais áreas verdes na cidade de Manaus?”.

O objetivo era buscar alternativas para solucionar a questão da quantidade de áreas verdes em Manaus, que está em antepenúltimo lugar de arborização no Brasil, o que é impactante quando se pensa que ela está inserida dentro do Amazonas e este possui a maior floresta do mundo.

Para começar a pensar em soluções, foi utilizado questionários feitos por meio de pesquisa de campo e através da internet. Os resultados mostraram que o público mais aberto para participar diretamente do projeto eram crianças de 07 a 14 anos. Desta forma, chegou-se a um consenso de trabalhar todo projeto em cima dos três pilares da sustentabilidade: social, econômico e ambiental.

O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

Após pesquisa online e visitas em campo tivemos a percepção que as pessoas são conscientes e sabem que é preciso cuidar e preservar o meio ambiente, mas pouco fazem. Das cinco escolas visitadas, quatro possuem algum projeto relacionado no ramo ambiental, porém há falta de estímulo e verba para manter o projeto. Todas as cinco estão inteiramente abertas a receber algum projeto relacionado ao meio ambiente, após pesquisas é perceptível que falta incentivo para que a educação ambiental seja trabalhada.

A pesquisa de campo foi realizada dentro de cinco escolas públicas conversando diretamente com gestores e professores, onde os resultados informaram a necessidade de projetos ambientais nas escolas, com carência de informações a respeito de educação ambiental. Os dados mostram também a aceitação dos dirigentes e alunos, em relação a projetos que envolvessem atividade práticas fora das escolas, incentivando os alunos a se envolverem com mais comprometimento em atividades educacionais.

Na seleção das ideias cada integrante colocou em post-it todas as ideias possíveis aplicáveis ao projeto, funcionando como uma tempestade de ideias, todas no contexto do nosso projeto, as ideias que seguiam o mesmo formato foram juntas e ao final, totalizaram seis ideias adaptáveis ao projeto, foram elas, trabalho da educação ambiental nas escolas, hortas, mídia, produção de mudas, reciclagem e compostagem.

Momento criativo e seleção de ideias.

O trabalho com as crianças foi o processo chave do projeto, tendo em vista que as mesmas serão a geração futura que irá administrar os recursos e a escassez existentes no ambiente em que vivem. As escolas estaduais e municipais foram escolhidas como local de implantação do projeto, pois cooperam com a interação entre os pais, alunos, funcionários e comunidade.

Em relação à Manaus, a cidade é dividida em Zonas. As zonas mais populosas são a zona leste e zona norte e consequentemente são as que têm menos áreas verdes e possuem clima mais acentuado ao calor. Portanto, o projeto aplicado à essas áreas irão colaborar para que sejam plantadas mudas de espécies da região amazônica, inicialmente doadas por futuros parceiros do projeto. As mudas para o plantio foram a razão do grupo escolher o nome do projeto de MudaR+, sendo uma brincadeira com a grafia da língua portuguesa, onde a muda é a planta que será plantada e ela irá mudar (fazer mudanças) cada vez mais o contexto ambiental atual de Manaus.

Criação da logo para o projeto.

O processo de concepção do projeto surgiu por meio das ferramentas do Design Thinking. Elas foram demasiadamente utilizadas em todos os dias do evento. As que mais surtiram efeito dentro do projeto foram o Canvas e o Mapa Mental.

O Canvas Time foi usado no primeiro encontro, onde foram colocados em papel itens essenciais como valores, propósito e objetivos da equipe a fim de que alinhasse o pensamento e tivéssemos um foco em comum. Já o Canvas de Negócios foi utilizado no terceiro dia de evento, já com ideias mais sólidas em relação ao projeto. O intuito era moldar uma forma mais estratégica o modelo de criação, execução e forma do protótipo.

Outra ferramenta que pôde alinhar os pensamentos dos integrantes foi o mapa mental. Cada membro da equipe colaborou individualmente com seu pensamento em relação ao projeto, depois foi traçado um vínculo entre os pensamentos, funcionando como uma tempestade de ideias usando indiretamente a técnica brainstorming, utilizando vários recursos como pincéis coloridos e símbolos para dar mais informação a ideia proposta.

Mapa mental feito durante o processo de brainstorming.

A prototipação veio como método final para ajuste das ideias, usando a tática tentativa-erro. Portanto, foi criado e trabalhado em cima de ideias, como storyboard para narrar uma possível história de como funcionaria o projeto ou como os interlocutores teriam acesso ao mesmo. Foi criado manualmente também uma estruturação da cartilha/manual que será dada aos gestores e docentes para que tenham respaldo teórico e simplista dos cuidados necessário para manutenção das áreas verdes.

Protótipo de cartilha/manual criado durante o terceiro encontro.
Protótipo do passo a passo sobre o funcionamento do projeto na prática.

PROJETO MUDAR+

Para que o projeto tenha total excelência, será feita um mapeamento onde serão selecionados escolas e bairros. A partir deste ponto, a escola selecionada terá um recebimento da equipe que irá dialogar e explicar o projeto, assim verificar se a escola aceita o projeto.

Depois de aceito, será trabalhado com as crianças dentro e fora das escolas. No ambiente interno de estudo serão criados hortas e áreas verdes. Já no âmbito comunitário, será passado um trabalho de sensibilização dos infantil, onde os mesmos terão que encontrar dentro do perímetro da escola e/ou bairro onde moram, áreas vulneráveis, como lixeiras viciadas, praças abandonadas, áreas de parques. Como forma de acompanhamento, os estudantes serão responsáveis por adotar uma planta em todos os estágios e cuidar dela, trabalhando a responsabilidade social.

Os funcionários da escola também integram o projeto e a equipe idealizadora fará reuniões periódicas para ver o andamento. Para que a escola se auto sustente, será destinado cartilhas e manuais práticos que os auxiliarão no cuidado e manutenção do projeto. Desta forma, orientadores e monitores, conduzirão os grupos de alunos selecionados, que serão divididos em equipes, para efetuarem a manutenção das plantas, em períodos determinados, ou conforme a necessidade.

O projeto também visa a integração da comunidade e dos pais e/ou responsáveis dos estudantes, com a sensibilização feita por meio da ação dos alunos, que acabam por envolver os adultos na participação do projeto, agindo com tal no separar o lixo corretamente e levar em um ponto de coleta disponível na escola.

Para que não haja dependência constante dos parceiros, os alunos serão estimulados a reproduzir as próprias mudas, partindo da semente das mudas já plantadas. A manutenção e cuidado das mudas criadas se dará por causa da coleta seletiva dos pais/responsáveis. Então o material coletado será destinado para formação de biofertilizante, através da compostagem, e fabricação de artesanato.

As hortas comunitárias entram como moeda de troca, para a contrapartida do lixo reciclado. A comunidade, os pais e os alunos, descartam o lixo nas escolas e acumulam peso em quilo. Conforme o peso, podem ser trocados por alimento orgânicos da horta ou por artesanatos feito de reciclados.

As mudas tem seu papel fundamental na sustentabilidade do projeto, pois a reprodução das plantas pelos alunos permite uma grande quantidade de parceiros, que em contrapartida investirem para cumprir requisitos legais da lei de instalação de viveiros e todos os procedimentos com relação à produção de mudas e sementes devem obedecer à Lei no 10.711, de 5 de agosto de 2003, regulamentada pelo Decreto no 5.153, de 23 de julho de 2004, para permanecerem na zona de incentivos fiscais especiais. Empresas que poluem e necessitam reverter isto em ações, como plantar uma muda, buscando essas parcerias privadas, o governo estimula a plantação e manutenção de mudas e árvores, com cotas anuais previstas na lei de Compensação Ambiental que está definida no Artigo 36 da Lei Federal nº 9.985/2000 (Sistema Nacional de Unidades de Conservação — SNUC), que determina que nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação, que possibilitará a implementação do projeto por parte pública.

Desta forma, o projeto MudaR+ permite cooperar com arborização em Manaus com ajuda de crianças nas escolas. Transmitindo conhecimento e formando cidadãos engajados em ações benéficas ao meio ambiente, como plantar uma muda. As ações feitas no ambiente educacional permitem o contato com os pais e a comunidade, abrindo espaço para a realização do descarte correto nas escolas.

RELATO CONCLUSIVO DA EXPERIÊNCIA NO GGJ MANAUS 2018

Depois de toda a experiência desses dias trabalhando com o canvas, o mapa mental, descobrindo quem seriam nossos stakeholders e no último dia do evento foi apresentado em Pitch estrutura do projeto para convidados e organizadores do evento, no qual mostrou o problema e a forma que vamos trabalhar para solucionar a questão “Como poderíamos criar e preservar mais áreas verdes na cidade de Manaus?”, onde vamos focar nas escolas.

Conseguimos identificar, dentro dos trabalhos propostos os pontos chaves do projeto como os pilares da sustentabilidade que vamos atender, na forma social, ambiental e econômica.

REFERÊNCIAS

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Produção de Sementes e Mudas. Disponível em <http://www.agricultura.gov.br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-agricolas/sementes-e-mudas/producao-de-sementes-e-mudas>. Acessado em 25 de setembro de 2018.

AMBIENTESP, Sistema Ambiental Paulista. Compensação Ambiental. Disponível em <http://www.ambiente.sp.gov.br/compensacao-ambiental/>. Acessado em 25 de setembro de 2018.

OLIVEIRA, Maria Cristina de. Manual de Viveiro e Produção de Mudas: espécies arbóreas nativas do cerrado. Editora Rede de Sementes do Cerrado, 2016. Disponível em <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/141891/1/Manual-de-Viveiro-e-producao-de-mudas.pdf>. Acessado em 25 de setembro de 2018.