SXSW 2015: Novos meios de pagamento, hiper-localização, internet das coisas e wearables são temas em destaque

Daniel Rimoli
Jul 21, 2017 · 3 min read

<<Artigo originalmente publicado em 13/03/2015>>

No ano passado teve Assange, Snowden e Greenwald. Foram discussões intermináveis sobre a forma como os grandes players do mundo digital tratavam nossos dados, nossas informações pessoais. Em 2015, arrisco dizer que o SXSW deixou esse tema para trás, pensando agora no futuro e na inevitável “avalanche de internet” com a qual vamos conviver nos próximos anos. É tanta internet, e em tantos meios, que nem vamos mais perceber quando estaremos conectados ou não.

Observando a programação, logo nota-se o foco em temas como novos meios de pagamentos (em especial Bitcoins), hiper-localização (diversas palestras sobre beacons), Internet das Coisas (ou IoT na sigla em inglês) e “wearables devices”, os famosos dispositivos vestíveis.

Todas essas ferramentas podem coletar nossos dados o tempo inteiro, para o bem ou para o mal. A questão não é mais apenas Facebook ou Google. Teremos relógios, carros, pulseiras, TVs e outros dispositivos acompanhando (quase) tudo o que você faz — e, claro, gerando e exportando informações a partir daí. Parece assustador mas no fundo isso pode ser bom (pelo menos é o clima deste ano em Austin). Este monte de dados poderá facilitar nosso dia a dia, nos ajudando a antecipar nossos próximos passos. O Google Now hoje é uma pequena amostra grátis do que ainda está por vir. Se pensarmos na eficiência de algoritmos como o do Facebook e do Waze, imagine o que poderá ser feito quando tivermos mais dados e mais cenários.

Entre tantos assuntos do SXSW, o termo Big Data, que apareceu muito nas edições anteriores, agora dá lugar ao resultado do que estas quantidades elevadas de dados provocaram. Achei interessante como automatizaram diversas funções. Tudo virou robô! Tem palestra sobre advogado-robô, jornalista-robô, e, claro, o social media automatizado que precisa voltar a se humanizar.

Voltando ao mundo real, uma das grandes expectativas sempre é o cenário de startups. Parece difícil haver algo de novo no front, mas é justamente ali que nasce o pensamento inovador que contribui para a evolução do mercado. De forma simplista podemos dizer que há dois grandes grupos: o das centenas de startups nervosas para apresentar seus projetos em sessões ou encontros informais, e aquelas mais maduras e conhecidas, com mais chances de darem certo, como o Lyft e Snapchat, em sessões bem disputadas. É ali que pode nascer um insight que poderemos trazer para nosso trabalho aqui no Brasil.

Enfim, esta é uma visão geral do panorama que acredito encontrar. Mas, como sempre, o grande desafio para quem participa da SXSW é se dividir. Na era do muito, o que vai sobrar é o pouco e concentrado. Pena que a SXSW ainda não criou um algoritmo que cruze meus interesses e hábitos com a enorme lista de palestras que oferece. Mas, talvez seja questão de tempo, não? Afinal o negócio agora é pensar o que vamos fazer com tanta internet.

digitônicas

Marketing digital, estratégia, social media, tecnologia, big data, interatividade e algumas coisas que ainda estou descobrindo, como AI (inteligência artificial) e VR (realidade virtual).

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Daniel Rimoli

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Digital de origem desde 1996, estrategista quando o assunto é business e comunicação, pai, palestrino, analiso, penso ideias e borbulho em busca de soluções.

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Marketing digital, estratégia, social media, tecnologia, big data, interatividade e algumas coisas que ainda estou descobrindo, como AI (inteligência artificial) e VR (realidade virtual).

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