Um Brasil de Bode

Fala a verdade: você não consegue viver sem um bodezinho expiatório, não é?

Toda vez que você pega no cabo de uma panela para um bom “Panelaço” — ou sua empregada faz isso como sua dublê — você está é com o bode ali.

Sempre que você vai às ruas apoiar um movimento de fachada, financiado por empresas do alto escalão petrolífero para derrubar um governo legítimo e trocá-lo por outro, você está sim possuído pelo espírito do bode que expia.

Pensa só se a presidente Dilma Rousseff sai do governo. A “vadia louca desvairada” que “quebra” móveis e objetos no Planalto Central; que pedala não só sua Caloi como também as economias e gastos do país; que fala coisas desconexas, saúda mandiocas e pensa que por trás de uma criança sempre tem um cachorro.

Imagina também se, em um mundo muito mais belo e perfeito, o analfabeto cachaceiro e pobre — aquele, o Lula — fica totalmente descreditado e nem mesmo chegue a concorrer às eleições em 2018.

Quem você vai xingar quando aparecer na televisão em um discurso ao povo brasileiro? Você vai deixar seu bode morrer assim?

Sua raiva é mesmo contra as pedaladas fiscais — que convenhamos: você nem sabia ao certo o que era (ou nem sabe ainda)?

Ou sua raiva é contra… o que?

vamos fazer uma visão mais sincera sobre as coisas. Qual dos dois você chamaria de cachaceiro?

E as capas das revistas: preferem a fúria de Dilma ou a ira de Dunga?

É muito mais aceitável um presidente que tenha AO MENOS o ensino superior (de preferência no exterior). Muito mais favoráveis os “chiliques” de um Bolsonaro do que os “chiliques” de uma Dilma. Muito melhor um presidente que fala fluentemente vários idiomas do que um que fala o português popular — e ainda por cima tem a língua presa.

Afinal… qual pele você quer que o Brasil tenha, não é mesmo?