Desde quando Política tornou-se espetáculo competitivo com direito a torcida organizada?

Tudo bem considerar o Brasil o “País do Futebol”. Sem dúvida alguma este é um fenômeno íntimo de nossa História e que inclusive nos caracteriza mundialmente, mas daí a coisa descambar para a completa fragmentação polarizada e maniqueísta é algo vil e perigoso. Esta dicotomia vista nas redes sociais é algo que foge completamente a normativa social estabelecida nos primórdios do pacto social e que escancara a atual e completa falta de consciência política de nossos compatriotas.

Um dia destes atrás recebi um áudio, muito bem feito e criativo por sinal, de um humorista que retratava com maestria a estapafúrdia condição circense do cenário político que vivemos. De um lado o time vermelho com sua esquadra de nomes de peso e de reputação questionável vociferando contra os outros: os “verde e amarelos”; pseudos iconoclastas de uma pseudo revolução pseudo anunciada. Ambos convulsionando-se freneticamente em espasmos ritmados ao som de um Safadão (que nem de longe se chama Wesley!) em busca de uma pretensa razão que sequer existe

E pior, entre meio a esta horda desordeira há uma leva (pequena, pelo menos assim espero!) de acéfalos que defendem a volta do regime militar como solução definitiva.

E é neste ponto que me confesso absolutamente indeciso entre: chorar copiosamente por deixar esta herança a meus filhos ou gargalhar desavergonhadamente de tamanha balbúrdia esquizofrênica.

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