O que estamos fazendo aqui (e ali)?

fazenda nos cafundós de Brandeburgo

Quando decidimos que o Dive in Social merecia nosso tempo e dedicação, tínhamos em mente algo que incorporava paixões pessoais. Desde 2011, vinha acompanhando de perto e com tesão o que acontece em empreendedorismo social e inovação social no Brasil e em outras partes do mundo, principalmente Europa, e quando decidi que minha jornada na Greentee deveria chegar ao fim, comecei a pensar em formas de me aprofundar nesses assuntos a partir de um prisma sutilmente mais teórico. A
Cacau, que me acompanha, pode falar melhor sobre suas próprias motivações, mas dá pra ver nos olhos o prazer em escrever e fotografar. Pensamos, então, que seria possível direcionar essas forças a aprender mais e inspirar pessoas com potencial transformador. Desde então, temos de fato mergulhado nos assuntos que compõem a órbita temática de que estamos tratando: temos lido artigos, matérias, entrevistas e livros; conversado pessoalmente com pessoas com histórias incríveis, empreendedores, apoiadores, estudiosos e incomodados em geral; e registrado tudo principalmente em textos e fotos, e também em vídeos.

Acreditamos que o contato pessoal, o cara a cara, tem sido fundamental pra compreender melhor as motivações, pontos de vista e desafios de quem faz e pensa as soluções que fazem o mundo andar em frente de uma forma mais saudável pra economia, sociedade, planeta. Foi por isso que decidimos que pegar a estrada seria a melhor opção. É claro que dá pra dizer que o que temos feito poderia ser feito de casa, lá na Santa Cecília, em São Paulo. Mas, da forma como enxergamos hoje, não seria a mesma coisa. Acreditamos que é preciso estar próximo dos problemas para entender o que motiva a busca por soluções e quais são seus efeitos.

Ok, dá pra dizer também que nosso espírito inquieto ajudou nessa decisão, mas não dá pra negar, por exemplo, que passar pelo Görlitzer Park ou presenciar o Carnaval das Culturas em Berlin ajuda a entender o tamanho do problema da integração cultural de estrangeiros por aqui; nossa aposta é que vamos sentir o mesmo quando, no começo de Agosto partirmos para Leste.

Outra crença que temos atualmente é que os melhores professores são aqueles que estão botando a mão na massa — o que pode faltar em pedagogia sobra em inspiração, visão e paixão — e isso guia a busca pelas histórias que temos entendido e retratado no Dive in Social.

Nossos protagonistas são pessoas, projetos e lugares que desafiam paradigmas da economia e da sociedade mas parecem relutar para serem substituídos, apesar de caminharem em direção ao anacronismo. Esses personagens principais caminham lado a lado com crenças pessoais nossas, que enxergamos como soluções possíveis para o nó em que nos encontramos: queremos consumir, mas isso é custoso, principalmente se seguirmos com o paradigma de escassez vigente; estamos um pouco cansados do ritmo da vida imposta pela “economia de mercado”, mas todas as outras opções já testadas falharam miseravelmente. No caso específico do Brasil, nem acabamos com a miséria extrema e as “tendências que precisamos seguir" apontam para parcimônia no consumo.

Quais são essas soluções, então? Queremos mostrar principalmente histórias baseadas em inovação social e empreendedorismo social. Mas é impossível, nesse processo, não esbarrar, por exemplo, em design participativo e cidades inteligentes — planejamento e execução de projetos com e para a população de cidades, visando o desenvolvimento sustentável, com aproveitamento responsável de recursos financeiros, tecnológicos e naturais; biomimética aliada a negócios, com a emulação de dinâmicas e processos da natureza em práticas corporativas. Vai longe uma lista de formas alternativas de promover rupturas sistêmicas e gerar mudança positiva.

Na prática, nosso estudo tem dado origem a entrevistas, perfis e artigos. Logo começam a sair guias locais e webinars. Essas são as nossas formas de compartilhar o que temos visto, e são cruciais não apenas para inspirar mais gente a buscar mudança positiva, mas também para que a gente possa consolidar nosso aprendizado e levá-lo ao Brasilzão quando estivermos de volta. Como e quando isso vai acontecer ainda não dá pra saber, mas isso não faz tanta diferença agora, hora de aproveitar o caminho.


Tem alguns jeitos de acompanhar o Dive in Social:
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