Santão cai nos pênaltis e está fora do Brasileirão Série D 2017

Após se preparar bastante no CT do Atlético-PR, o Espírito Santo FC parecia estar preparado para o grande desafio em Ponta Grossa, pelo Brasileirão Série D 2017. Era segurar o Operário-PR para ficar a dois jogos do acesso. Para isso, o time se apegava à sua invencibilidade, que durava seis jogos, e à sua ótima campanha fora de casa.
Bola em jogo no Estádio Germano Krüger. A primeira chance até foi dos capixabas. Aos 11, Vitinho tabelou com Nilo e apareceu para chutar para fora. A partir daí, o Operário começou a se soltar e imprimir um ritmo de jogo mais forte. Aos 17, Batatinha pôs a bola debaixo das pernas de Thiago Martinelli, levantando a torcida. Ele invadiu a área e bateu firme, mas Alan Faria fez boa defesa.
Aos 25 minutos, uma baixa nos capixabas: Ronaldo Tres, volante que fez excelente partida de ida, saiu lesionado, dando o lugar para Ranieri, que manteria a postura inicial do Santão. E o Operário seguia na sua saga pelo primeiro gol. Aos 36, Alan Faria salvou o Espírito Santo FC, após belo chute de Washington. Um minuto depois, Quirino chutou rasteiro, mas colocado, e o goleiro deu um tapa na bola, evitando novamente o pior.

Na segunda etapa, o jogo de ataque contra defesa continuou. O time paranaense seguia assombrando a área capixaba, trocando passes e fazendo “chuveirinhos” na área. Aos 12, Lucas Batatinha fez levantamento para Athos, que cabeceou com perigo para fora.
Aos 20 minutos, o treinador do Operário, Gerson Gusmão, tirou Athos e pôs o grandalhão Schumacher, para continuar insistindo na bola aérea. E a mudança deu certo: aos 24, Danilo Báia cruzou, Quirino desviou e o centroavante acertou um belo chute: 1 a 0 e alívio aos torcedores do Fantasma. Um minuto depois, a mesma torcida reclamou de um pênalti, que teria acontecido em Lucas Batatinha, mas o árbitro mandou seguir.

O Santão estava perdendo o jogo não só no placar, mas também na condição física de seus jogadores, visivelmente extenuados. No entanto, mesmo com o Operário trocando passes perto de sua área, foram capazes de segurar o 1 a 0.
Faltando um minuto para o fim da partida, Cleiton Marcelino, técnico do Espírito Santo FC, repetiu a polêmica estratégia do treinador holandês Loius Van Gaal durante a Copa do Mundo 2014. Ele tirou o goleiro Alan Faria e pôs Alan Camillato para tentar mexer com o emocional do Operário na decisão de pênaltis.
Passado o tempo de descanso e escolha dos batedores, voltava o clima de tensão em Ponta Grossa. Na primeira cobrança da decisão de pênaltis, Vitinho fez 1 a 0 para o Santão e Washington empatou. Chegou a vez de Marcelinho. Ele corre para a marca da cal, cobra, mas manda para fora. Festa alvinegra nas arquibancadas, que foi maior ainda na batida de Robinho: 2 a 1.
O peso da decisão nos ombros dos capixabas era enorme. Veio Edmar Chazinho para a terceira cobrança. Era a chance de voltar para a disputa, mas do outro lado tinha o goleiro Simão para impedir. Schumacher apareceu novamente para deixar tudo mais complicado para o Santão: 3 a 1. Rafael Serrano até tentou reanimar o time, diminuindo a diferença. Porém, Jean Carlo bateu muito bem o último pênalti, fazendo 4 a 2 e acabando com o sonho do acesso para o Espírito Santo FC.
Agora o Operário-PR está a dois jogos do acesso para a Série C de 2018. Ao Santão resta apagar a eliminação do Brasileirão Série D 2017 da memória e focar na sua estreia na Copa Espírito Santo 2017, contra o Real Noroeste, no próximo dia 2 de agosto, em Águia Branca, às 19h.
Operário-PR 1x0 Espírito Santo — Oitavas de Final Brasileirão Série D 2017, Jogo de Volta
Estádio: Germano Krüger, Ponta Grossa-PR
Público: 4255 presentes
Renda: R$ 67.720,00
Árbitro: Paulo Sérgio Santos Moreira, CBF-MA
Operário: Simão, Danilo Báia, Alisson, Sosa e Acácio (Robinho). Chicão, Índio, Washington e Quirino. Athos (Schumacher) e Lucas Batatinha (Jean Carlo). Técnico: Gerson Gusmão.
Espírito Santo: Alan Faria (Alan Camillato), Edmar Chazinho, Thiago Martinelli, Leandro Morais e Rafael Serrano; Ronaldo Tres (Ranieri), Rodrigo César e João Paulo (Makelelê); Marcelinho, Vitinho e Nilo. Técnico: Cleiton Marcelino.
Gol:
Segundo Tempo: Schumacher, aos 24.
Pênaltis — Operário 4x2 Espírito Santo

