Os perigos de voar em local fechado

Voar dentro de casa é possível, mas é preciso ter algumas precauções a mais. Entenda os riscos dessa prática e evite acidentes!

Não me perguntem que drone é esse…

Que atire a primeira pedra quem nunca se arrependeu de decolar o drone em casa!

No começo parece uma boa ideia, afinal, um drone moderno tem um vôo super estável, não é? Daí você coloca o drone na mesa da sala, liga os motores e inicia a decolagem. O som das hélices assusta todo mundo e os papeis da mesa começam a voar. De repente você se vê extremamente tenso e com medo de causar algum acidente, mas daí percebe que pousar de volta não será tão fácil assim porque o drone está derivando mais que o normal. Esse é o tipo de história que pode acabar em prejuízo ou até em acidentes que podem machucar de verdade.

Esse post se dedica a explicar que o vôo em locais fechados como sua casa, apartamento ou até igrejas como alguns pilotos de drone fazem é uma prática possível, mas que deve ser feita com toda a perícia necessária pra tal. Na lista abaixo você vai encontrar alguns motivos que tornam o vôo indoor uma aventura pros pilotos mais experientes!

GPS

O GPS não funciona bem entre quatro paredes. Isso torna o vôo muito mais instável pois o drone fica muito mais suscetível a derivar junto com o fluxo de ar que vem da janela, por exemplo.

Turbulência e mais turbulência

O enclausuramento do ar no recinto aumenta a turbulência do vôo e a reação da aeronave fica muito diferentes de como seria se ela estivesse em ambiente externo.

Iluminação ruim

A baixa iluminação (muito comum em ambientes fechados) afeta o funcionamento dos sensores de proximidade. Eles podem detectar obstáculos que não existem e realizar movimentos indesejados ou até mesmo não detectar um obstáculo quando deveria e deixar de evitar uma colisão (no caso de um vôo contra a parede, por exemplo).

Reconhecimento de imagem do solo

Alguns drones usam a imagem do chão pra se orientar durante o vôo. Padrões no piso de azulejo ou carpetes com formas repetitivas podem desorientar os sensores do seu equipamento e levar a uma leitura espacial equivocada.

O pulo do gato

Parece estranho, mas eu já ouvi mais de uma vez histórias sobre gatos ou cachorros que avançaram sobre um drone. Mesmo que o animal já tenha visto sua aeronave decolando mais de uma vez ainda é possível que ele ataque seu equipamento do nada. Por isso, sempre isole permanentemente os seus bichinhos pois um acidente desse pode não só danificar o seu equipamento como ferir seus pets.

Nenhum animal foi ferido durante a escrita desse artigo.

Cuidado com as paredes

Eu sei, parece obvio: Se você não quer bater, não vá pro lado das paredes, certo? Mas além do choque com as paredes em si, existe um outro perigo em se aproximar delas: a falta de ar. Eis aqui uma explicação simplificada nesse fenômeno:

Pra se manter em vôo, o drone empurra o ar pra baixo, certo? Ao se aproximar das paredes, a quantidade de ar que se choca com as hélices tende a diminuir porque o ar não consegue vir de todos os lados como acontece ao ar livre. Resultado? O lado do drone mais próximo da parede tende a se recair alterando a inclinação da aeronave e jogando seu lindo e caro equipamento contra a parede. Esse fenômeno é mais comum do que você pensa e explica porque em vários vídeos de acidente o piloto parece não conseguir distanciar o drone da parede até que ele se choca contra ela.


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