Viagem ao Centro da Terra

Esse é o primeiro post, espero eu que de muitos, nesse estilo sobre livros, não pretendo fazer resumos com spoilers (mas talvez encontre alguns) mas pretendo trazer minha visão do livro e o que ele me agregou.

Antes de mais nada, como esse é o primeiro post, gostaria de deixar claro que ainda não tenho um hábito de leitura “afiado”, mas tenho dedicado tempo a essa atividade, não fui uma criança muito estimulada a leitura, o acesso a livros no interior da Bahia não era dos melhores e o custo (apesar de hoje serem bem baratos para mim) um dia não foi assim e acabavam por não serem prioritários no meu lar e até por isso, hoje em dia não tenho uma leitura dinâmica, apesar de treinar, não consigo fazê-la ainda sem perder boa parte do conteúdo, então tendo a ler 50% mais lento que a maioria das pessoas (essa informação foi baseada na média do tempo que as pessoas levam para ler livros na Amazon) o que torna o desafio para mim interessante. Vou me empenhar a ler mais e postar mais aqui sempre e espero reduzir o tempo médio de leitura ao longo desse percurso.

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Sneffels (Vulcão na Islândia) — Referência ao livro

Vamos ao que interessa, li o livro “Viagem ao centro da Terra” do Júlio Verne, um clássico, leitura fácil e interessante, livro recomendado para crianças a partir dos 6 anos até crianças com mais de 80 anos (risos).
O livro gira em torno de 3 personagens, principalmente, cuja as características são bem diferentes, numa aventura que os levam ao centro da Terra, “Ah vá, não me diga”. Nessa aventura eles passam por diversos desafios de ir e voltar ao centro da Terra, o que me chamou a atenção foram a quantidade de referências científica (para a época que foi escrito o livro) e claro que há muita fantasia e teorias que não são comprovadas e outras falsas só para aumentar o nível de entretenimento de quem ler.

Como disse, não pretendo fazer resumos, o que me chamou a atenção nesse livro foram as personalidades dos 3 personagens principais Otto Lindebrock (o professor aventureiro) Axel o seu sobrinho e assistente fiel e Hans Bjelke um caçador islandês muito habilidoso em serviços “brutos”, se assim podemos dizer.

(Eu realmente não li nenhuma resenha ou debate sobre o livro antes de escrever isso aqui, se caso eu repetir alguma informação já existente, peço que entrem em contato comigo para que eu possa dar o mérito e referência necessária.)

Eu não sei se o escritor queria somente escrever um livro de ficção científica ou se ele queria algo a mais, mas, o que eu aprendi e posso tirar de proveito deste livro é que os 3 personagens principais juntos possuem características essenciais de todo ser humano, principalmente para aqueles que gostam de aventuras.

O professor Lindebrock, extremamente inteligente, todos somos inteligentes, alguns procuraram e tiveram oportunidade de aperfeiçoar sua inteligência e outros infelizmente tiveram menos oportunidades, mas não é esse o ponto, além da sua inteligência o professor é extremamente curioso e por vezes imprudente, confiante em sua intuição (baseada em conhecimento narrativo, muitas vezes nada comprovado cientificamente), a propósito, o que levou todos a essa aventura.

Axel, apesar de ser o assistente do professor, era muito inteligente também, porém muito sentimental, nos mostra que o amor, a fidelidade, o medo, gratidão, fé e outros tantos sentimentos são necessários, as características de Axel são fundamentais para nós seres humanos nos mantermos vivos, claro, que não precisamos ser extremos nos sentimentos, como ele demonstrou algumas vezes, como desistência, medo, arrependimento, mas todos esses na medida certa, são essenciais para nossa sobrevivência e não foi atoa que isso os mantiveram vivos.

Quanto ao Hans, calmo e quieto, até demais, porém muito hábil em processos manuais e fisicamente muito bem preparado, sem ele, certamente a aventura teria sido um desastre e teriam os outros dois morrido antes de chegar ao meio do livro, se é que podemos imaginar algo diferente para algo que já foi escrito (risos). Apesar do seu silêncio, Hans representa, ao meu ver, nossa capacidade e habilidade em produção, quem nunca precisou montar um móvel em casa, apertar uns parafusos, usar sua própria força para se salvar ou salvar alguém, pode não ser o caso extremo de se salvar ou salvar alguém, mas certamente nossas “habilidades física”, se posso assim descrevê-la, são necessárias até mesmo no dia a dia das nossas vidas.

Bem, foram essas as minhas principais impressões desse livro e o que pude tirar de aprendizado com esses três incríveis personagens, agradeço ao escritor por dispor ter escrito essa obra e a Deus por ter me dado a capacidade de ler.

Aceito críticas e sugestões de novos livros, podem deixar comentários, irei ler todos, com certeza!

Em breve pretendo ler mais livros desse do Júlio Verne e de outros autores que já estão na fila de espera.

dvmrabelo

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