O futuro é data-driven?

Com tantos dados sendo gerados a cada segundo, como tirar o melhor deles?

por Bruna Schneider, coordenadora de Community Management Analytics e Data Analytics na DZ Estúdio

Photo by Georgia de Lotz on Unsplash

Eu poderia iniciar esse texto falando que nunca se produziu tantos dados como nos últimos dois anos, que eles são o novo petróleo ou algum outro clichê sobre o assunto. Mas o tema desse texto não é esse. Que dados são, hoje, produtos em alta, todo mundo já sabe. O que quero falar aqui é que sozinhos, eles não geram valor algum. E esse é o maior desafio: como transformar uma quantidade quase incalculável de informações em uma solução ou oportunidade?

No Brasil, 66% da população possui pelo menos uma conta em rede social* e passa mais de 9 horas por dia conectada na internet. Agora imagine a quantidade de informações que são criadas a cada instante. Não estamos falando aqui de dados sensíveis como nome, telefone, endereço ou o número de algum documento. Estamos falando de grandes volumes de dados anônimos que, juntos, nos apresentam informações valiosas. E é aí que estão as oportunidades.

Mas não se engane: não é sobre juntar a maior quantidade de dados possíveis. É sobre entendê-los, criar significado e gerar soluções.

A forma como cada equipe mapeia, prioriza, processa e diagnostica os dados é única. E não vou aprofundar cada um dos processos aqui. Mas eles são essenciais para que um time analítico consiga gerar valor a partir de grandes bases de dados, facilitar a tomada de decisões ou justificar investimentos.

Tudo isso pode ser resumido em poucas palavras: cultura data-driven. É quando organizações e times se baseiam em dados para justificar algumas respostas, por exemplo: qual é o produto que mais vende em Curitiba? Qual é o perfil do meu público? Esse público tende a engajar com a minha marca em que circunstâncias? Como o consumidor se porta em relação à minha concorrência? Estas são algumas das questões que podem ser respondidas com o uso de dados.

Na cultura data-driven, o achismo e o palpite ficaram para trás. Os dados agora atuam para comprovar e sustentar ideias e investimentos.

Há quem diga que os dados podem matar a criatividade. Bom, esse tema rende tanto que pode gerar pelo menos mais um artigo por aqui. Mas, se me permite, já adianto: os dados não matam a criatividade, eles provocam o processo criativo.

Algumas marcas já perceberam isso e estão abocanhando alguns prêmios por aí. Um dos meus favoritos é o da Lego, que através dos dados do Google Trends entendeu quais eram os brinquedos mais desejados pelas crianças no Natal e reproduziu cada um deles com: Legos! Já aqui na DZ, conseguimos aumentar a efetividade de nossas campanhas usando os dados na estratégia inicial, orientando assuntos, segmentações de público e acompanhando o desempenho em tempo real para possíveis melhorias. Pode acreditar: nossos dashboards ficaram ainda mais bonitos.

Eu poderia finalizar o texto dizendo que o futuro é data-driven, mas na verdade isso já é assunto para o presente. O desafio é grande, mas com equipes analíticas e preparadas para extrair o melhor que os dados têm a oferecer, as perguntas ficam mais fáceis de serem respondidas e os bons resultados, é claro, viram consequência.

*Hootsuite, 2018.

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