Smart Journey

Uma experiência de feira interativa

Cansados das experiências normais em feiras de educação, que envolvem sempre muita fila, tempo perdido, informação difusa e muito desperdício com as ecobags cheias de folders, desenvolvemos uma nova experiência para a Expo Educação 2016: o aplicativo Smart Journey, que nasceu para mostrar como a tecnologia, quando pensada de forma estratégica, potencializa a experiência “offline”. O evento, que aconteceu em 5 estados diferentes, contou com a participação de profissionais e estudantes que vieram para conhecer e interagir com as principais instituições de ensino da Austrália e da Nova Zelândia.

Na estratégia de desenvolvimento, tivemos em mente três objetivos principais:

  1. Conectar os visitantes com instituições que realmente fizessem sentido para suas necessidades e interesses educacionais;
  2. Guiar e monitorar o usuário durante o evento;
  3. Gerar dados estratégicos para impulsionar os resultados comerciais.

Tudo com um detalhe para apimentar: Apenas 45 dias de desenvolvimento, prototipagem e implementação, já que o evento já tinha data marcada.


O Match entre instituições e alunos

Primeiro, foi preciso repensar o processo de distribuição e interação dos visitantes, já que em 5 horas é impossível visitar e conversar com 35 instituições com qualidade. Em feiras, é normal que o visitante perca muito tempo com instituições que não tenham os cursos e oportunidades dentro de sua área de interesse, uma vez que se focam nas mais “famosas”, e não nas que se conectam com seu perfil.

Para resolver esse problema, mergulhamos nas características das instituições e as cruzamos com as necessidades recorrentes dos visitantes, usando uma matriz com diferentes critérios de classificação que, ao final, conectava demanda com oferta.

O Smart Journey foi a ponte para isso. Na primeira interação do usuário com o aplicativo, emulamos uma conversa real, antes do evento começar, com um dos consultores. Durante esse “diálogo”, direcionado por um software, o usuário expressava suas opiniões e extraíamos daí suas informações e necessidades mais relevantes (a lógica da matriz, citada a cima). Emular uma pessoa real e construir um diálogo - ao invés de um questionário chato - foi fundamental para que mantivéssemos uma relação mais próxima, simulando uma troca.

A partir de 15 perguntas iniciais, entendemos o que cada um dos usuários gosta de fazer em seu tempo livre, suas características pessoais, e claro, suas preferências e necessidades acadêmicas e profissionais. Assim, o roteiro tornava-se assertivo.

O roteiro ideal

De acordo com as instituições indicadas e do tempo que o usuário ficaria na feira, o app montava um roteiro personalizado. Queríamos garantir que ele investisse seu tempo nas instituições que mais lhe interessavam, podendo tirar maior proveito do dia do evento. Além do roteiro, os visitantes conseguiam acessar conteúdos institucionais e características relevantes das instituições selecionadas.

Mesmo com o roteiro criado antes do evento começar, o acesso só seria possível no dia do evento. O objetivo era que o usuário levasse o smartphone como ferramenta, estimulando a participação e fortalecendo a conversão dos visitantes pré-inscritos.

Usando dados para gerar resultados reais

Por último, unir o útil ao agradável: facilitar a experiência do usuário ao máximo e gerar dados importantes para abordagens comerciais posteriores dos organizadores do evento. Afinal, um evento é feito para gerar leads e oportunidades de negócio.

Para determinar a aproximação do estudante de cada stand, utilizamos uma tecnologia chamada iBeacons: com o Bluetooth® ativado, bastava a pessoa se aproximar das mesas das instituições sugeridas no roteiro para que os dados começassem a ser gerados.

Isso nos possibilitou acompanhar o tempo que cada usuário estava em contato com cada instituição; prover feedback instantâneo sobre as opiniões do visitante em relação a instituição; acompanhar a evolução/cumprimento do roteiro sugerido e garantir uma melhor distribuição dos visitantes na feira evitando grandes filas. Tudo isso em real-time, sem esforço algum por parte de nosso usuário.

Todas essas informações nos possibilitaram não apenas transformar a experiência padrão de uma feira, mas levantar dados e informações para aprofundar o atendimento de um futuro prospect. Como as perguntas mais básicas já haviam sido feitas no contato inicial do evento, poderíamos aprofundar nossa abordagem comercial, utilizando os dados captados pelo aplicativo para realizar os sonhos daqueles estudantes de maneira mais completa e assertiva.

Depoimento do David Frenkel, sócio-diretor do Smart Journey

O resultado gerado só foi possível com a criação de um time transdisciplinar com mais de 12 profissionais envolvidos. Além disso, a DBR, empresa irmã da DZN. na área de tecnologia, foi também a co-responsável por todo o desenvolvimento e evolução do projeto.

Novos negócios, novo posicionamento, gestão do impacto e crescimento comercial. Tudo isso graças a um processo que prioriza a autonomia e o crescimento baseado em design, estratégia e amor.

Hoje o Smart Journey não é apenas uma ferramenta: virou um novo negócio que contribui para a curadoria de eventos em todo o Brasil. Se quiser saber mais ou entender melhor como essa tecnologia pode contribuir com o seu projeto, manda um email para o ola@dzn.casa