1. Reaquecendo os motores e recalibrando a mira

Querid@s apoiadores, acompanhadores de jornada, parceiros! E querido Alex do futuro que lerá este relato em breve…

Muita coisa. Fim de agosto, início de setembro: se São Paulo agora tem tudo quanto é tipo de Virada, a minha também está acontecendo por agora. Hora de mudar a chave: final da campanha de financiamento, início da minha campanha interna de reaquecimento para a pesquisa e o livro do Educação Fora da Caixa. Esse processo de ignição ocorre em paralelo ao meu envolvimento com alguns outros trabalhos como consultor, e isso será algo que eu precisarei considerar ao longo dos próximos meses. Nada como o Google Agenda!

De 15 em 15 dias, pretendo escrever pra vocês e pra mim mesmo. Isso, somado a estabelecer um contato periódico com meus mentores, saiu da seguinte pergunta: “Quais são as rotinas que eu gostaria de/são essenciais manter?”. Aprendi o valor das rotinas enquanto trabalhava no Escritório de Prioridades Estratégicas, no governo de Minas Gerais. E como são importantes!

Também vou revisitar meu planejamento uma vez por mês, para recalibrar a mira do projeto. Perguntei-me, de novo, o que eu mais quero investigar sobre aprendizagem de adultos e o doutorado informal (que investigo enquanto vivencio). Ao longo das últimas semanas, tenho conversado com muita gente interessante e lido alguns materiais bem legais. Lembrei (fui lembrado, na verdade) do Ken Wilber, que escreveu “A Brief History of Everything”, e do Steven Johnson e o seu “A Invenção do Ar”. Tenho também pensado bastante no Estaleiro Liberdade — com fé nos grandes clarões-insights que o olhar para essa iniciativa poderá promover. Comecei a ler, mais por coceira nas ideias, mesmo, o livro de Sandra Mara Corazza, “Para uma Filosofia do Inferno na Educação” (presente lindo do querido Ádamo Moraes!). Como ela cava bastante profundo em muitos autores e conceitos filosóficos, sinto que não capto tudo que ela diz, mas ainda assim é uma leitura muito arretada! Tem vindo à mim também o Paul Feyerabend: falo dele pra várias pessoas e isso tem despertado meu desejo de debruçamento. Minha intuição também me diz que a primeira iniciativa de aprendizagem que preciso investigar é o TED. Ao longo dos próximos meses, agendarei alguns diálogos e buscarei conhecer mais a fundo a história por trás das ideias que merecem ser disseminadas.

Quanto ao doutorado informal, se antes eu o percebia como prática/abordagem e como metáfora, agora imaginei um terceiro caminho: o doutorado informal como alternativa de certificação. Tenho ouvido sobre algumas organizações e pessoas no mundo que têm proposto formas alternativas de “acreditar” a sabedoria das pessoas, e penso que o doutorado informal poderia ser também uma maneira de fazer isso. Talvez não por meio de um certificado (isso já tem), mas quem sabe com um ritual? Ou, ainda, um compartilhamento/transbordamento de sabedoria? Não sei, mas transver não custa…

Enxergando o doutorado informal a partir do tripé “abordagem, metáfora e certificação”, penso que neste momento inicial da pesquisa o foco recairá sobre o primeiro pé, abordagem. Agora estou justamente delineando quais serão as minhas escolhas em termos de práticas a serem adotadas no projeto, então, nada mais justo. Como se trata de um caminho vivo (ou de escadas que se movem quando passamos por elas, iguais àquelas do Harry Potter), o caminho também vai me contando, no meio do caminho, o que faz mais sentido para o projeto.

Quanto ao cronograma, considerando toda a trajetória até este momento, o que vivi, vi e ouvi, e o que estou sentindo agora, imagino as seguintes ações para os próximos meses:

- Aprofundar em Paul Feyerabend (o verbete da Wikipédia sobre ele me parece bem completo, e talvez seja um lugar por onde começar — http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Feyerabend)
- Começar a pesquisar o TED: mapear pessoas-chave, agendar diálogos, iniciar leituras
- Realizar o Círculo de Doutorandos Informais (CDI) em São Paulo — tudo indica que será em outubro! Mais detalhes serão divulgados muito em breve na página do Educfora no Facebook
- Realizar uma conversa sobre educação e doutorado informal com o Edu Vitale e o André Gravatá, parceiros de jornada — preciso fazer o convite a eles e preparar algumas perguntas!
- Também quero agendar uma conversa com a Vera Poder, uma coach com uma história de vida incrível que conheci, extremamente auto-alterdidata. As histórias são parte fundamental do projeto!

Paul, TED, CDI, papo com Edu e Gravatá, Vera… taí a essência do meu plano de ação!

Ah: escrevendo essas linhas (transpondo-as do papel para o computador, na verdade), só estou comprovando o que eu já trazia antes: aposto muito na intuição! E, se os sentires no meio do caminho apontarem para estradas distintas das que mapeei inicialmente, eu vou! Prometo a vocês (e a mim mesmo) que entregarei o melhor trabalho que a minha intuição me permitir, respeitando o propósito e as entregas com o quais me comprometi durante a campanha de financiamento coletivo.

Me sinto bem mais (re)aquecido… deve ser o calor! ;)

Seguimos juntos?

Alex.