A tua vez, a tua escola, o teu suplemento!

Relato de um desafio com oito páginas mensais

SRE . Madeira
Oct 17, 2018 · 7 min read
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‘A Tua Vez’, 2.ª série

Pelo segundo ano, mais de 200 alunos do terceiro ciclo da Região Autónoma da Madeira aproveitaram ‘A Tua Vez’ para divulgar as suas criações, os seus trabalhos e as suas opiniões, com o dedicado apoio de professores e escolas.

Entre maio e junho de 2018, este suplemento mensal foi publicado pela Secretaria Regional de Educação, no Diário de Notícias da Madeira, em direta coordenação com as 31 escolas envolvidas. Nesta segunda série, participaram 27 estabelecimentos de ensino público e quatro de ensino particular ou cooperativo, o que possibilitou a edição de 32 páginas a cores com 75 trabalhos do âmbito escolar.

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Sentir (em abril) — ‘Há machetes na nossa vida!’

Na Escola Básica e Secundária de Machico, Isabel Alves, Leonor Caldeira e Maria Inês Alves expuseram a relevância da sua participação num agrupamento musical característico.

«Para nós é uma grande responsabilidade pertencer a um grupo deste género, pois somos a geração atual que dá continuidade à tradição, começada pelos nossos antepassados.

Assumimos o compromisso de não permitir que esta tradição musical se perca, levando-a até às gerações futuras.

Quando tocamos e cantamos em grupo, sentimo-nos bem, pois podemos
estar à vontade e sem preocupações.»

Fazer (em maio) — ‘Alunos foram ao teatro dentro da escola’

Sete alunos da Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos com Pré-escolar Bartolomeu Perestrelo partilharam, com os leitores, uma vivência fora do comum.

«A nossa professora de Português desafiou-nos a escrever uma peça de teatro e a apresentá-la às turmas do 1.º ciclo da nossa escola. […]

No final, ainda nos pediram para repetirmos a representação. Acedemos ao pedido e desafiámo-los a tentarem “dar conta das personagens”, dando rumo à história, depois da nossa exibição.

Este foi um momento muito engraçado, que encheu a sala de gargalhadas e que nos encheu, também, o coração de emoção.»

Saber (em março) — ‘O Clube de Artes e a Bio-horta’

Em tom autobiográfico, Élia Aguiar — da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr. Horácio Bento de Gouveia — explicou como se podem cruzar diferentes áreas do saber num mesmo projeto.

«A minha escola possui um clube de artes e eu sou uma privilegiada por fazer parte deste grupo de alunos. […] Sou uma das alunas que abraçou o desafio de pintar um mural de paletes que seriam utilizadas na Bio-horta (Eco-Escola) de modo a dar um ar mais simpático à zona de compostagem.

Começámos por elaborar uma pesquisa de imagens sobre a temática de património cultural e natural da nossa região, assim como sobre os hábitos de vida da nossa ilha.

Aos poucos, fomos percebendo a importância de ser ecológico, o valor das hortas pedagógicas e de como é preocupante a poluição do planeta.»

Poesia e Desenho — ‘A perspetiva no assassinato de Inês de Castro’

Em abril, no Colégio de Santa Teresinha, o trabalho interdisciplinar de Português, História e Educação Visual mostrou uma nova perspetiva poética e visual sobre o episódio do assassinato de Inês de Castro.

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O momento da morte da “Linda Inês”, por Sara Silva

Excertos das oitavas adicionais, criadas sobre a passagem dos Lusíadas

«Não matei, não difamei, não roubei.
Apenas amei.
», por Beatriz Góis

«Oh, meu rei, não manche a sua imagem
Com atrocidade tamanha.
», por Nuno Varandas

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O conceito e a capa

Foi desenhado numa grande vidraça, tecido sobre um placar de madeira, pintado numa tela de camisolas brancas ou composto com flores recortadas de papel e ladeado por manjericos e balões, numa diversidade de reproduções que lhe transmitiram a força da criatividade.

No seu retorno ao papel, já como imagem de capa, este logótipo levou a expressão artística de cada grupo de alunos aos leitores desta publicação.

A perenidade no efémero

Estas quatro intervenções — com conceitos artísticos efémeros — permanecem, apesar disso, na memória coletiva das escolas, pois a sua produção está registada no vídeo de lançamento de cada edição.

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‘A Tua Vez’ floresceu!

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Na segunda série do ‘A Tua Vez’, como surgiu a imagem de capa do primeiro número?

O mote gráfico foi dado pela equipa do ‘A Tua Vez’ que aqui veio, numa vidraça do Colégio. A partir daqui, os alunos fizeram uma composição espontânea sobre o logótipo do ‘A Tua Vez’ nessa mesma vidraça. Estava previsto que a execução fosse apenas realizada pelos elementos do clube Artemanhas, mas, graças ao impacto visual que foi surgindo, foram-se juntando outros alunos, pelo que participaram cerca de vinte. Esta atividade implicou os próprios pais, pois esses alunos ficaram na escola para além do horário e das atividades previstas.

Para os pais, é muito bom saberem que os seus filhos estão a fazer algo de diferente na escola e que a colaboração destes se torna imprescindível para diferentes atividades.

Além da criação deste logótipo, os alunos participaram em todas as edições, com trabalhos escritos. Portanto, jogámos um bocadinho com a arte na primeira edição e com textos dos alunos em todas elas.

Na capa da primeira edição, colaboraram as professoras de Educação Visual. Em todos os números, os alunos tiveram o apoio de cinco professoras de Português no processo de escrita.

Qual é a relevância destes projetos para a comunidade escolar?

Este tipo de iniciativas é sempre muito relevante e desperta sempre outras iniciativas. Por ser esta a primeira participação e ter esta projeção e dinamização, foi bastante positivo. Apesar de ter sido um bocadinho a correr, conseguimos concretizar o projeto.

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Foi relevante a nível pessoal, uma vez que os próprios alunos mostraram as suas capacidades, aquilo que são capazes de fazer.

Foi também relevante para a escola e, como prova, conservámos aquele painel até hoje.

Há esse cuidado de manter o painel, o que significa que demos valor e que foi importante para nós, enquanto escola, e também para os alunos.

Foi ainda relevante pela exposição exterior, naturalmente, porque é sempre importante sabermos que aquilo que realizamos na escola é do conhecimento geral, que vai para além dos muros da escola.

Por fim, foi relevante porque foi um despertar educativo para a realização de outras atividades deste género.

O grupo que participou, sobretudo os mais velhos, quer reproduzir outros painéis e deixar, na escola, a sua marca, a exemplo deste trabalho.

Aquele painel vai-lhes lembrando do que são capazes e do que querem fazer no futuro. Julgo que seria bom continuar. Se criámos este entusiasmo, então que não fique apenas pelo painel, que se continue com estas vertentes da arte e da escrita.

Seria importante continuar a desenvolver a participação e a capacidade dos alunos.

Este ano, um grupo de alunos do 9.º ano está a preparar um desenho para colocar ao lado do painel do ‘A tua vez’. Não quisemos limitar aquilo que querem fazer, porque manifestaram interesse em que fosse um trabalho do mesmo género ou em que fosse usada a mesma técnica.

O simples facto de quererem fazer outro trabalho, mesmo que seja replicado, mas com elementos que são da sua criação, é muito significativo.

Educatio Madeira

Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia da…

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