Os sete sentidos e a sala Snoezelen

Francisco Alvernaz no Serviço Técnico de Educação Especial

SRE . Madeira
Jul 17, 2018 · 14 min read
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A intervenção sensorial Snoezelen — especialmente desenvolvida em salas com esta designação — baseia-se na Teoria da Integração Sensorial. A partir dos sete sentidos do corpo, trabalha-se a capacidade de organizar as aferências sensoriais e a capacidade de organizar as respostas adaptativas de cada pessoa.

O espectro autista é um dos principais quadros clínicos em que esta abordagem apresenta resultados assinaláveis, particularmente na melhoria da relação e da comunicação.

O Serviço Técnico de Educação Especial (STEE), da Direção Regional de Educação, organizou duas formações dedicadas a esta temática, orientadas por Francisco Alvernaz, fundador da primeira sala de Snoezelen (Forbrain) aberta ao público em Portugal no ano de 2012.Aclarando este tipo de intervenção sensorial, o perito apresenta os equipamentos da nova sala Snoezelen do STEE na companhia de Micaela Baltazar, terapeuta ocupacional, e de Teresa Carvalho, professora do ensino especial, que participaram naquelas formações.Siga este percurso guiado pelas palavras dos especialistas.
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…na sala Snoezelen

Francisco Alvernaz, para que serve este espaço?

Quando somos pequenos só nos falam de cinco sentidos (os naturais, ditos clássicos), mas a esses acrescem outros dois: o propriocetivo — associado à noção do corpo, da posição em que se encontra e da gestão da força — e o vestibular, relacionado com o equilíbrio.

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Francisco Alvernaz

Em bom rigor, nós trabalhamos sete sentidos na sala Snoezelen.

A proprioceção é aquele sentido que, ao fecharmos os olhos, nos permite saber se estamos em pé, se estamos sentados ou se estamos deitados.

O vestibular é o sentido do equilíbrio, ligado aos semicírculos do ouvido interno e ao cerebelo (que nos ativa a parte motora).

Às vezes, estamos a ouvir umas músicas e apetece-nos bater palminhas, pois são músicas que apelam ao cerebelo.

A abordagem da sala Snoezelen baseia-se na Teoria da Integração Sensorial. Nós somos resultado de tudo o que nos chegou através dos sentidos.

Exemplo: Há um determinado estímulo auditivo, que eu consigo ouvir e de que faço a integração correta. No entanto, algumas crianças do espectro de autismo, ou de outros quadros das necessidades educativas especiais, têm muita dificuldade em integrar e em dar a resposta adaptativa, adequada e inconsciente a esses mesmos estímulos.

Qual é a função dos diferentes equipamentos?

O projetor visa essencialmente a estimulação visual, que inclui um dispositivo rotativo com variedade de estímulos distintos.

As fibras óticas [fios de fibra ótica] fazem essa estimulação com menos potência energética. Uma pessoa no quadro clínico da epilepsia que entre na sala não poderá estar sujeita a estímulos visuais fortes, como os que implicam movimento ou rotação.

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Coluna de bolhas de água

A coluna de bolhas de água gera movimento e vibração, sendo usada na estimulação visual altamente eficaz. A sala no STEE está muito equilibrada em termos de equipamentos e de acessórios.

Todos estes equipamentos que produzem luminosidade estão ligados por ‘wi-fi’ a um controlador de cor [controlador sem fios simples], com oito cores, que permite manipular os estímulos visuais da sala.

Ao estimular o funcionamento do olho e ao potenciar a sua capacidade instalada, pretende-se que a construção das imagens seja feita de forma correta e eficaz.

Como funciona o olho humano?

O olho humano não vê objetos. Tem uma lente que abre e deixa passar a luz. As imagens são formadas na retina, composta por cones e bastonetes. Estes só têm três cores — o azul, o verde e o vermelho. Apenas com estas três cores consegue formar as demais que percecionamos.

Nos controladores, estas cores correspondem sempre às cores 1, 2 e 3, aquelas que o técnico nunca se pode esquecer de trabalhar, pois a capacidade de a retina formar as restantes cores depende do bom funcionamento destas.

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Controlador de cores

A abordagem Snoezelen é não diretiva. Não pretende ser formal, pois isso criaria uma distância e uma dificuldade de trabalhar a autoimagem, a relação e a comunicação, a interação, etc.

Na maior parte dos quadros clínicos ou de necessidades educativas especiais, temos de dar oportunidade ao utilizador da sala — com acompanhamento do técnico — de tomar decisões em relação à própria sala, à sua cor e à luminosidade que a caracteriza.

Para a maior parte das pessoas, as cores preferidas correspondem a uma das cores dos cones e bastonetes.

A coluna de bolhas de água permite usar e abusar na estimulação do funcionamento da retina.

Também se trabalha, a partir dessa aferência de estímulos, a capacidade de ter uma reação adaptada e integrada da pessoa?

Para nós, o estímulo auditivo é o mais importante, pois é o que mais informação continuada fornece ao cérebro. Em cada 100 unidades de informação oriundas dos sentidos, 70 provêm da audição, através de impulsos neurológicos, pois, ao cérebro, não chegam imagens, sons ou cheiros, mas sim sinais elétricos que representam a informação do exterior.

Temos de ter sempre presente o processamento sensorial.

Exemplo: Toca o telemóvel, o som provoca deslocalização das partículas do ar, o som entra pelo canal auditivo, a cóclea no ouvido interno transforma o estímulo em sinal elétrico e envia-o para o cérebro. Percecionamos e interpretamos o toque e temos uma reação adequada.Outro exemplo: Um sénior toca com a mão na asa de uma panela de água a ferver. Recebe o estímulo exterior. A pele tem recetores para quente, frio, pressão e dor. São acionados os recetores do quente e da dor e a informação vai para o cérebro a dizer: «cuidado que estás a contactar com uma superfície que está a ferver. O melhor é retirares a mão porque dói.»

Se não fizermos a estimulação ao longo da vida, à medida que vamos para velhinhos, este processo vai ficando mais lentificado. Por isso, os seniores queimam-se com mais frequência do que os adultos mais jovens.

Ainda outro exemplo: Se estivermos a falar de um menino autista, a receção do estímulo é igual, a capacidade da cóclea é a mesma, mas as dificuldades aparecem daí para a frente, na interpretação (fase 3), na significação do estímulo, ou seja, no entender de que corresponde a uma determinada fonte e que deve implicar uma determinada reação. Nesta fase 3, o processo fica comprometido, devido à manifestação de uma perturbação do neurodesenvolvimento, na relação e na comunicação, pois apresentam um mundo próprio.
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Sala Snoezelen e Serviço Técnico de Educação Especial

Como se estimulam os sentidos propriocetivo e vestibular?

Temos a cama de água [colchão de água singular], que está ligada à eletricidade para manter a água quente, e estar nela deitado é prazenteiro. Este é um equipamento para trabalhar a proprioceção, pois algumas pessoas não têm a noção do seu corpo, de onde começa e termina, dos seus contornos, da sua volumetria, da posição onde se encontra. O facto de uma pessoa estar deitada numa superfície inabitual aumenta essa noção do seu corpo.

Também a utilizamos para momentos de promoção do relaxamento e do bem-estar. Na maior parte destes quadros disfuncionais, estão inerentes elevados níveis de ansiedade e de tensão.

O mundo dos transtornos de ansiedade é vastíssimo.

Todos poderemos desenvolver elevados níveis de ansiedade — ansiedade generalizada, ataques de pânico, agorafobia, obsessões e compulsões ou stress pós-traumático.

Nos quadros típicos, uma criança com trissomia 21 tem perfeita noção de que é diferente das demais, pelo que se não estiver num ambiente perfeitamente profissional, a tensão aumenta, o que pode originar elevada estereotipia — uma forma que a criança encontra para, através de um comportamento repetido, lidar com os elevados níveis de tensão que a acompanham. Podemos daqui derivar para dislexias, perturbações de hiperatividade / défices de atenção (PHDA), etc.

Esses elevados níveis de tensão criam uma inibição em relação ao mundo, em relação à exploração do próprio mundo. Quanto mais tenso eu estiver, maior será a minha ansiedade e a minha propensão para o isolamento, em não querer lidar com os meus pares.

Exemplo: Isto sucede na fobia social — em que terei necessidade de estar em grupo ou em estar presente num evento social, contactando com pessoas — associada a elevados níveis de ansiedade, sem que exista um quadro específico para acontecer.

Sucede ainda a questão da fobia em relação ao espaço e à exploração do mundo, nomeadamente por incapacidade no aparelho vestibular, com compromisso do equilíbrio.

O sistema vestibular está associado ao equilíbrio, que depende do bom funcionamento dos semicírculos do ouvido interno e do cerebelo.

Exemplo: É muito frequente ouvir uma mãe dizer — «O meu filho tem cinco anos; entra no autocarro da escola e após meia dúzia de curvas, enjoa e vomita.» — ou — «O meu filho, assim que o ponho na cadeirinha, no banco de trás do carro, enjoa».

A cabeça humana só faz três movimentos típicos: o movimento ‘sim’, o movimento ‘não’ e o movimento pendular (aquilo que chamo de ‘talvez’).

É muito raro sermos chamados a fazer o movimento pendular da cabeça no nosso dia a dia.

Os semicírculos estão cheios de gel, com células ciliadas e uns cristais em cima. A cada um destes movimentos corresponde um semicírculo do ouvido interno. Os cristais alinham-me, devido à gravidade, em cada um dos movimentos, milhares de vezes ao dia, com exceção do movimento pendular, pois quase nunca é solicitado. Se o semicírculo pendular não é chamado a funcionar, deixa de estar funcional; e um órgão que não é estimulado não desenvolve a sua função.

Exemplo: Quando chegamos a seniores, as quedas tornam-se frequentes e um sénior quando cai, normalmente, parte o colo do fémur, pois tende a cair ao fazer um movimento pendular. Nunca ouviu dizer: «a minha avó caiu e partiu o nariz ou partiu a nuca». Quando caem, fazem-no da mesma forma, por arrastamento, ao serem chamados a fazer o movimento pendular.

Deste modo, quanto mais cedo começarmos a tratar — nas nossas vidas e com os nosso filhos — desse tal movimento pendular, melhor será o nosso equilíbrio e menor será o número de quedas em seniores, reduzindo-se a probabilidade de quedas em 50%.

A estimulação dos sentidos faz-se de forma integrada?

Conheço muitas salas de estimulação, pois criei em 2012 a primeira sala de Snoezelen aberta ao público em Portugal (da Forbrain), e esta é das poucas que tem piscina de bolas (uma em cada 30 ou 40 salas). No mundo Snoezelen, estes equipamentos são caros, pelo que este investimento deverá ser valorizado devido à sua relevância.

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Piscina de bolas

Na piscina de bolas, trabalha-se o par de sentidos propriocetivo e visual.

São bolas transparentes, específicas, que potenciam a higienização. Estando alguém submerso em bolas, todo o seu corpo estará em contacto com um qualquer objeto, trabalhando a parte propriocetiva. A própria piscina fomenta uma vibração proporcional aos estímulos auditivos da sala (à música) e tem luz, pois podemos também querer estimular os cones e bastonetes do sistema visual.

Os autistas devem ser ‘amassados’ todos os dias, tem de ser exercida muita pressão no seu corpo e, de preferência, devem dormir com muito peso em cima. Ser ‘amassado’ entende-se por estar rodeado ou encapsulado e ser pressionado. Este processo é muito eficaz no quadro do autismo.

O controlador acima referido permite manipular as cores em toda a sala, sempre com estimulação sonora.

Exemplo: Nesta piscina, um menino autista pode ficar submerso nas bolas (trabalhando a proprioceção), com um lençol por cima (potenciando a estimulação visual), e realizar-se um sem número de exercícios com ele.

Em relação à eferência, nota-se melhoria da coordenação?

Para que possa ocorrer uma boa coordenação, o técnico tem de primeiro promover o relaxamento psicomotor.

Exemplo: Andar em pé na piscina é um bom exercício de coordenação motora, pois as bolas funcionam como facilitador da própria noção do movimento e do acionar da estrutura muscular para o mesmo, pois os recetores, propriocetores, encontram-se nos músculos, pelo que há sempre movimento.

A preocupação profissional dos Serviços Técnicos faz com que, apesar de se apelidar de “sala de estimulação sensorial’, não nos fiquemos pela estimulação sensorial. Existem quatro famílias de estímulos: afetivos, físicos, cognitivos e sensoriais. Deste modo, a preocupação é de que os exercícios aqui realizados com os utilizadores possam fornecer um cocktail de estímulos, mesmo quando se pretende trabalhar um estímulo específico. Em tudo o que fazemos aqui dentro, não podemos esquecer os outros estímulos.

Esse ‘cocktail’ de estímulos é mediado?

A escolha dos estímulos não é aleatória. Cada caso é um caso. Tudo começa com uma anamnese, em que se faz um levantamento de informação, um diagnóstico, de preferência envolvendo a família.

Os técnicos fazem, então, o desenho da dieta sensorial da criança, mediante as suas necessidades particulares.

Note-se que, como a sala nunca está cem por cento às escuras, a estimulação visual está sempre presente; tal como a estimulação sonora, devido à música. Ou seja, independentemente da dieta sensorial de cada um, estas duas estimulações estão sempre presentes.

Exemplo: O técnico apura que é necessário estimular, numa determinada criança, o par estimulação tátil e vestibular. Há muitas crianças que têm a parte tátil muito pouco funcional, tanto nas mãos (palmar), como nos pés (plantar). O caminhar descalço sobre fibras óticas com o corpo em determinada posição, levantando os braços, estimula o equilíbrio, somando a estimulação tátil com a vestibular.

O baloiço sensorial [sofá suspenso] não está ligado ao chão para que haja algum movimento vestibular, enquanto estamos a fazer um trabalho específico.

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Baloiço sensorial
Exemplo: Uma coisa é uma criança que tem alguma independência ao nível da locomoção, sem problemas de equilíbrio, que consegue andar como nós — enquanto homo erectus — sem qualquer dificuldade; outra é uma criança que vive numa cadeira, que tenho de lhe pegar, de manipular o seu corpo, de a erguer e de a deitar, que não consegue manter-se em pé.

Este equipamento é essencialmente para esses casos. Propositadamente, o baloiço está suspenso, a criança é deitada neste espaço e todos os estímulos são trazidos até ela.

A oscilação é relevante, mas convém que tenhamos sempre presente que o mais importante na estimulação vestibular é o movimento pendular da cabeça.

A cama de água é muito eficaz neste trabalho.

Exemplo: Com uma pessoa deitada no colchão, ao pressionar alternadamente a água de um lado e de outro da sua cabeça, estou a convidar a que faça o tal movimento pendular, sem que a mesma se aperceba desse trabalho.

…as formações e a sala

Micaela Baltazar, esteve em duas formações com âmbitos diferentes: uma mais generalista, de abordagem ao conceito Snoezelen, e outra mais específica, focada na questão do autismo. O que muda no seu dia a dia?

Em termos práticos, este par de formações traz-nos uma mudança de abordagem. Complementa aquilo que temos vindo a fazer com as necessidades educativas especiais. A nível do autismo traz-nos estratégias e conhecimentos novos, que até conhecíamos, mas que não explorávamos.

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Micaela Baltazar

A sala tem sido muito construtiva e de aplicação com os nossos alunos.

A nível do autismo, o nosso trabalho por vezes era demasiado prolongado. Aprendemos que, com cada aluno, proporcionar 15 minutos para cada dois estímulos é suficiente; podendo passar para outro estímulo por mais 15 minutos e para outro ainda por mais 15. Numa lógica mais básica de Snoezelen, usávamos mais tempo, mas o efeito era menos benéfico para a criança. O planeamento não era tão adequado e eficaz como o que aprendemos na formação.

Traz-nos maior conhecimento científico, com o aprofundamento da parte neurológica, e a melhoria prática, na questão da abordagem com um programa mais pormenorizado e com menor tempo em cada estímulo.

Planeamos as sessões de modo articulado entre os colegas. Fazemos a intervenção sempre em conjunto com todas as áreas, para que seja positiva e produtiva para a criança.

Nesta instituição, todos conhecem o funcionamento da sala Snoezelen. No entanto, nem toda a gente sabia adequar o seu uso a cada criança e a cada estratégia, daí a relevância destas formações.

Esta sala existe em diferentes espaços no mundo, como por exemplo em grandes empresas, para relaxamento dos trabalhadores. Existe para pessoas de todas as idades, com ou sem patologias associadas. Este ex-libris da nossa instituição permite resultados fantásticos de relaxamento, de estimulação, de intervenção, de relação e de comunicação, nomeadamente no autismo.

Pode-se promover este trabalho noutros espaços, mas esta sala Snoezelen permite mais, o mais que queremos para cada um dos nossos alunos.

Temos outros materiais que, não pertencendo ao universo da sala Snoezelen, se enquadram na abordagem de estimulação tátil e propriocetiva. Como os materiais são todos muito caros, a professora de Educação Visual e Tecnológica, os assistentes técnicos e os alunos do Serviço produziram alguns materiais alternativos para uso de todos.

É possível levar os alunos para o meio natural mantendo a capacidade de gestão dos estímulos?

Muitas vezes, a estimulação que conseguimos numa sala destas permanece aqui, pois é um ambiente acolhedor, contentor e preparado especificamente para essa estimulação. Aqui dentro, são capazes de comunicar, de dizer algumas palavras, mas lá fora não conseguem comunicar connosco da mesma forma.

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Há ganhos, mas a evolução é lenta e menos visível fora deste contexto.

Exemplo: Aqui na Madeira, existe o caminho dos pés descalços [num Hotel dos Prazeres, Calheta. Também no Centro de Apoio à Deficiência Profunda (onde trabalhei), foram preparados cantinhos sensoriais no jardim; em que passamos sobre pinhas, gravilha, areia ou folhas. Os nossos alunos já visitaram este espaço e gostaram muito dessa estimulação sensorial plantar.

A nova sala facilita o trabalho de equipa?

A parte cognitiva que a professora Teresa Carvalho trabalha na sala de aula pode também ser exercitada na sala Snoezelen.

Exemplo: Se estivermos a trabalhar a quantidade, os números, poderemos usar a piscina de bolas, com ou sem a presença da professora. O técnico presente poderá aproveitar o trabalho realizado na sala de aula e dar-lhe continuidade neste ambiente de estimulação.
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Trabalho terapêutico na piscina de bolas

Ou seja, há continuidade e integração no trabalho do professor de ensino especial e dos terapeutas, pois fazemos reuniões periódicas para articulação e estudo dos casos.

Teresa Carvalho, reconhece utilidade nestas formações?

Têm-me trazido muitos conhecimentos. No trabalho com os meus alunos, não usava a sala Snoezelen, pois não conhecia o seu porquê e o seu benefício.

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Teresa Carvalho

De futuro, gostaria de explorar tudo quanto correspondesse às necessidades de cada um dos meus alunos. Para uns, poderá ser uma maior incidência na estimulação tátil, para outros, auditiva ou visual (estas duas últimas são particularmente importantes).

A adaptação a esta variedade de necessidades pode ser feita na sala Snoezelen, mas também levando estratégias e instrumentos desta abordagem para a sala de aula, de modo integrado.

Fiquei mais desperta para esta questão e sei que, no dia a dia, posso estimular ainda mais os sentidos das crianças, tanto na Snoezelen como na sala de aula.

…em jeito de balanço

Francisco Alvernaz, a estratégia está adequada às necessidades?

Na primeira ação de formação que desenvolvemos, o objetivo foi fornecer e consolidar ferramentas teóricas e práticas para potenciar a capacidade instalada na instituição de estimular os seus clientes. Na ação complementar, estivemos focados no espectro do autismo e na comunicação e relação.

Quanto ao Serviço Técnico de Educação Especial, estamos a falar de uma instituição que tem preocupação em prestar o melhor serviço possível à população de que é cuidadora, mas também — e nota-se nestas ações — em potenciar e maximizar a capacidade já instalada de promover a estimulação sensorial.

Como exemplo, a aquisição da piscina de bolas foi uma boa decisão estratégica. O STEE teve a preocupação de instalar abordagens não diretivas altamente eficazes, pelo que está de parabéns.

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O formador e os formandos

Educatio Madeira

Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia da…

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