Segurança na Internet. Como devo proceder?

Por Rogério Queirós (Gabinete de Modernização das Tecnologias Educativas, da Direção Regional de Educação)

Internet Segura

A segurança cibernética é, sem dúvida, umas das grandes preocupações atuais. Hoje, todos nos ligamos à Internet várias vezes ao dia e por várias horas. Antes de especificar o que entendo por segurança na Internet e de partilhar alguns exemplos de boas práticas na web, considero importante criar um paralelismo entre o que considero estar seguro na rua e o estar seguro na Internet.

Será o conceito de segurança na Internet tão diferente do conceito de segurança rodoviária? Penso que não.

Em ambos os casos, é fundamental adotar uma conduta segura e responsável. Não consigo criar um distanciamento entre estes dois tipos de segurança. No real ou no virtual, as regras de segurança aplicam-se de igual forma.


Finanças pessoais pela Internet?

Suponha que alguém, muito bem vestido e bem apresentado, o aborda na rua e lhe diz que o seu banco lhe solicitou que contactasse cada cliente para alterar os dados de acesso à conta bancária de cada um. É óbvio que não iria acreditar! Mas não acreditaria porquê?

Basicamente, porque o banco não pede a ninguém para realizar este ato, a não ser num balcão físico.

Transportando este exemplo para a Internet, a resposta será precisamente a mesma. O banco não envia mensagens de correio eletrónico (emails) a solicitar este tipo de informação.

Partilho convosco um email que recebi recentemente.

Imagem 1 — ‘email’ de ‘phishing’
Diz o bom senso que, antes de se clicar em qualquer hiperligação (link) na Internet, se analise a informação que nos é apresentada.

Neste caso em concreto, verifica-se que há logo um aviso do provedor de email a informar que é muito provável que este email não seja fidedigno. Mas existe ainda algo muito simples que podemos e devemos fazer para verificar se a hiperligação apresentada retorna ao sítio (website) correto.

Ao colocar o cursor (rato) no botão com o texto “Confirmar Cartão Matriz”, o destino dessa ligação é apresentado no canto inferior esquerdo do monitor.

Neste caso em concreto, a ligação enviar-me-ia para um sítio da Internet algures com um nome bem diferente do domínio do banco (nome que a entidade bancária usa na Internet).

Mas se eu sei que o nome do sítio do banco é X e a hiperligação aponta para Y, posso verificar de imediato que se trata de um email fraudulento, para tentar obter as credenciais de acesso ao banco.

Este fenómeno intitula-se phishing.

Para mais informações sobre este tema, visite o espaço seguinte.

Cartão de crédito em todo o lado?

Outro tema também relacionado com finanças pessoais prende-se com a utilização dos cartões de crédito para pagamentos na Internet. Neste caso, sugiro que o utilizem o menos possível.

Existem alguns sistemas de pagamento online que nos protegem da utilização indevida do nosso cartão, caso os dados deste sejam intercetados por alguém.

Entre eles, existe um que é disponibilizado por todos os bancos, intitulado MBNET. Pode aderir em qualquer multibanco e permite criar cartões de crédito virtuais com um valor específico. Depois de utilizado o valor definido no momento em que é gerado, o cartão não permite retirar mais nenhum valor.

O vídeo abaixo explica o procedimento de criação e utilização do cartão.
Como utilizar o cartão MBNET na Internet?
Só em último recurso deverá usar os dados do seu cartão de crédito físico.

Câmara digital ligada?

A “sextortion” é outra das preocupações atuais. Este fenómeno está relacionado com atividades de cariz sexual com recurso à câmara de imagem digital ligada à Internet (webcam). Resulta num pedido de dinheiro para que não seja divulgado o que foi previamente gravado.

Desengane-se quem pensa que este fenómeno só afeta os adolescentes. Os adultos costumam ser os mais visados neste esquema.
Muito recentemente, a Guarda Nacional Republicana publicou um vídeo demonstrativo deste fenómeno, que pode ser visto a seguir.
Como prevenir a “sextorsion”?

Nas redes sem limitação?

A todos nós, convém ponderar se é do nosso verdadeiro interesse o que colocamos, diariamente, nas nossas páginas pessoais e nas redes sociais.

Para concluir esta curta reflexão, sugiro a todos os utilizadores de redes sociais que analisem e definam as regras de segurança específicas dos seus espaços na rede, e, claro, relembro que a senha de acesso ao email não deve ser utilizada no registo em outros sítios na Internet.


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