Avaliação Diagnóstica: como usar na volta ás aulas?

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No início, meio ou encerramento de ano escolar o desafio de saber o que de fato foi absorvido pelos alunos só cresce, e o motivo é simples: quanto mais conteúdo passado ao longo do tempo, mais difícil fica a percepção, no longo prazo, do que foi aprendido e o que precisa ser reforçado.

O contexto acima ainda é a realidade de muitas escolas, onde, por muitas vezes, as demandas pedagógicas e rotinas que precisam acontecer hoje acabam consumindo muito tempo do corpo docente e faz com o que mesmo viva um ciclo que apressa e limita o planejamento, análise e intervenções pedagógicas ao longo do ano.

Além de avaliar o aprendizado dos seus alunos para ter mais clareza nas intervenções pedagógicas, ferramentas e instrumentos de acompanhamento de aprendizagem podem ajudar a garantir a satisfação, qualidade e padrão de ensino de uma escola — o que não é uma tarefa fácil.

Precisamos falar de Avaliação Diagnóstica

A necessidade de acompanhar o ritmo acelerado de novas tecnologias e tendências do mercado da educação, nos traz a oportunidade de entender e discutir ferramentas, como a Avaliação Diagnóstica, que antes faziam parte apenas do sonho da comunidade escolar — algo inatingível ou muito difícil de se tornar verdade.

Ter um instrumento pedagógico confiável e adaptativo que reúna o que, como e quanto cada aluno aprendeu em qualquer momento do ano é realmente difícil de acreditar. Mas ele já existe e muitas escolas estão crescendo com ele.

O método avaliativo tradicional das escolas é fundamentado em um sistema de pontos ou notas, trazendo um resultado mais quantitativo do que qualitativo, o que muitas vezes dificulta ou impossibilita a identificação de dificuldades e dúvidas dos alunos. O objetivo aqui, muitas vezes, é guiado pela vinculação de notas para mensurar o aprendizado dos alunos.

Na Avaliação Diagnóstica, o objetivo consiste em esclarecer a realidade, através de evidências pedagógicas, que justifiquem a evolução dos alunos, sem que isso envolva, obrigatoriamente, uma pontuação numérica por trás do resultado. O mais importante nesse processo diagnóstico é avaliar o desenvolvimento, muitas vezes voltado em habilidades e competências, através de um resultado mais rico e detalhado para identificar as causas raízes das dificuldades enfrentadas por cada aluno.

Porque colocar em prática na volta às aulas?

O encerramento ou início de um novo ciclo pedagógico nos traz a oportunidade de entender mais sobre o desenvolvimento dos alunos. Neste momento, mesmo num cenário incerto, escolas de todo Brasil estão pensando na retomada das aulas. Sabemos que nem todos os alunos poderão voltar às aulas presenciais ao mesmo tempo e que nem todos podem ter tido a mesma absorção do conteúdo. Por que não aproveitar esse momento para recuperar a aprendizagem dos alunos?

Mas antes, precisamos saber quais são as defasagens pedagógicas que os alunos vão trazer após às suspensão das aulas. Para tornar isso possível preparamos um Guia Prático para te ajudar a descobrir os desafios de aprendizagem e como ajudar na recuperação dos seus alunos aplicando uma avaliação diagnóstica.

Como colocar em prática?

Esse guia tem o objetivo de mostrar como você pode montar a sua avaliação diagnóstica. Aqui você terá o passo a passo para implantar e aplicar essa rotina na sua escola.

1. Quais são os conteúdos/assuntos e/ou habilidades que queremos avaliar?

Você não precisa manter suas avaliações digitais iguais ao que realiza presencialmente. Defina o que é essencial para você nas suas avaliações digitais:

  • Ter lisura para conceder nota formal?
  • Compreender habilidades e competências em que os alunos se desenvolveram ou não?

Neste tópico toda a equipe pedagógica do colégio precisa definir qual será o objetivo da Avaliação Diagnóstica. Dessa forma, cabe aos professores de cada ano escolar e cada matéria, definirem os principais tópicos que serão abordados na avaliação. O número de tópicos selecionados deve ser alinhado com a equipe pedagógica do colégio. O formato que recomendamos você utilizar é o seguinte:

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Importante: os conteúdos selecionados serão os norteadores da produção/seleção de questões e depois serão os tópicos que serão entregues para os alunos nos relatórios de desempenho, então é importante que todos os temas estejam organizados e definidos antes de começarmos a próxima etapa.

2. Definição do tipo de avaliação

Se for possível, você pode (e deve!) montar um calendário com diferentes tipos de avaliação. A composição das informações ajudará você a ter um panorama completo de seus alunos, com menos distorções.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA: Avaliar para compreender lacunas e potencialidades

AVALIAÇÃO FORMATIVA CONTINUADA: Avaliar continuamente e mensurar engajamento

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3. Definir o tipo de questões e atividades que serão usadas e propostas aos alunos.

Dependendo do foco da sua avaliação, o tipo de atividade ou exercício a ser usado como modelo pode ajudar muito a garantir que seu objetivo será atingido. Além disso, é importante definirmos em que momento cada tipo de atividade será aplicada.

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4. Comunicar o processo avaliativo de forma clara

Toda mudança de hábito gera transtorno e insegurança. Por isso, garantir a comunicação de todas as definições do novo processo é fundamental.

  1. Qual o objetivo dessa avaliação? Como ela irá contribuir para aprendizado dos alunos?
  2. Quando e por onde serão realizadas as avaliações
  3. Quais serão os modos de aplicação?
  4. Quais ferramentas serão utilizadas?
  5. Quando e como os resultados serão apresentados?
  6. Quais ações serão tomadas a partir dos resultados?

5. Escutar alunos e famílias para reduzir suas ansiedades

Mesmo com uma boa comunicação, haverá ruído e discordância sobre os novos processos. A devolutiva de alunos e famílias ajudará a fazer com que eventuais falhas sejam corrigidas mais rápidas, além de aumentar a transparência.

  1. Coletar devolutiva de alunos e família logo após as primeiras avaliações
  2. Não esconder ou apagar comentários negativos, mas sim endereçá-los de forma respeitosa e mostrar o trabalho realizado
  3. Encaminhar debates sensíveis para canais de discussão privados

6. Coordenar suas ações com o suporte pedagógico das plataformas que você usa

Da mesma forma que nos processos presenciais, internos, da escola, também é preciso preparar o passo-a-passo dos processos digitais.

Aproveite o suporte dedicado das soluções digitais que sua escola utiliza. Eles podem fazer muita diferença para ajudá-lo não só com dúvidas, mas ajudando a preparar atividades, a extrair relatórios e a tornar a vida do seu corpo docente muito mais fácil.

  1. Aproximar-se dos gestores do relacionamento entre a plataforma e a sua escola. Entender o que eles podem fazer por você e descobrir novas possibilidades antes de começar a rodar avaliações digitais.
  2. Montar, conjuntamente, um plano de ação para casos de questionamento de notas, fraude, etc.
  3. Estabelecer canal de comunicação constante entre suporte das ferramentas e time da escola, para rápida resolução de dúvidas e problemas
  4. Treinar o corpo docente para interpretar resultados e saber lidar com questionamentos das famílias e alunos

7. Preparar intervenções com base nos resultados

Os dados provenientes de uma avaliação são a base para que o corpo docente possa compreender onde existem lacunas e potencialidades, seja no nível de um ano escolar, de uma turma ou de um aluno individual.

Por isso, aproveitar bem os relatórios gerados por plataformas digitais é uma excelente forma de aumentar ao máximo a eficiência do seu planejamento pedagógico.

  1. Criar momentos de discussão de relatórios e utilizar a informação das lacunas e potencialidades para melhorar ou adequar o planejamento pedagógico
  2. Adiantar revisão de conteúdos com menor desempenho
  3. Alterar rotinas em caso de alto nível de desengajamento ou fraude
  4. Personalizar trilhas de aprendizagem para alunos com lacunas e potencialidades diferentes

Quer ouvir especialistas debatendo sobre avaliação digital?

Realizamos transmissões ao vivo com especialistas de escolas e empresas de referência que você pode acompanhar em ‘’Como levar as avaliações para o digital? Riscos e oportunidades’’ e ‘’Melhores práticas para a implementação de avaliações digitais’’.

Comunicadora e professora apaixonada, analista de Marketing de formação e curiosa pelo mundo.

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By Eduqo

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