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Coronavirus: Como outros países estão lidando com os desafios no calendário escolar causados pelo COVID-19

Gabriel Melo
Mar 9 · 5 min read

Atualizado em 12 de Março de 2020, às 13h36

A epidemia global causada pelo COVID-19 tem feito escolas em todo o mundo precisarem reagir de forma rápida para se adequarem ao cenário turbulento trazido pelo vírus.

No Brasil, os números de contaminação ainda são, até o momento da atualização deste artigo, relativamente baixos em comparação a países como China, Estados Unidos e países da Europa — há cerca de 70 casos confirmados e mais de 900 casos ainda suspeitos.

Entretanto, é nossa missão como comunidade escolar nos mantermos conscientes de que este cenário pode se modificar rapidamente. Isto exige que tenhamos respostas rápidas.

Para que possamos nos preparar de forma a ter uma resposta adequada a qualquer cenário que se apresente, devemos buscar referências de como as escolas dos países mais afetados têm reagido.

Como escolas têm se comportado ao redor do mundo?

Em 4 de Março de 2020, a UNESCO publicou um comunicado formal com um conjunto de recomendações para escolas em todos os países afetados pelo COVID-19 (clique para acessar o comunicado original, em inglês), em que o ponto central é a recomendação da implementação de programas de ensino à distância (onde o programa de aprendizagem é fornecido ao aluno mesmo que este não possa estar presente em sala de aula).

Nos Estados Unidos, a semana do dia 9 de Março se iniciou com diversos fechamentos de escolas, especialmente em estados como a Califórnia, que decretou estado de emergência no final da semana anterior. Publicações como o The New York Times e no The Atlantic (notícias em inglês) veicularam matérias relatando o fechamento, que inicialmente está estimado em 2 semanas por algumas escolas, mas que pode se estender indefinidamente, a depender do cenário de avanço da epidemia.

Na China, as interrupções, que haviam se iniciado em Janeiro, têm sido estendidas (notícia em inglês), em função da demora maior que o inicialmente estimado no controle da epidemia e no restabelecimento da normalidade da rotina da sociedade e, consequentemente, estudantil.

Tanto no caso dos Estados Unidos quanto da China, as soluções são as mesmas:

  • Cancelamento de atividades (total ou parcial);
  • Restrição nos cumprimentos e contato físico em geral;
  • Implementação de políticas de higienização das mãos mais rígidas;
  • Disponibilização de materiais didáticos e avaliações para realização à distância;
  • Implementação de rotinas diferenciadas, com estudo à distância durante a duração da suspensão das aulas.
Foto retrata sala de aula vazia em uma escola fora do Brasil.
Salas de aula esvaziadas ao redor do mundo como medida preventiva em relação à expansão do COVID-19.

Como recomendação, sugerimos a leitura de artigos como este, publicado pelo site Tech in Asia, que explica sobre o uso de soluções de ensino digitais na prática e este outro, da Quartz, que traz uma visão de como a escola pode realizar eventos “à distância” para manter a comunidade de alunos e famílias engajada em meio ao caos causado pelo vírus.

Nestes países, há um grande receio de que a interrupção no calendário letivo por um longo período de tempo tenha consequências irreversíveis, como a disrupção do tempo de formação de toda uma geração e problemas de calendário refletidos nos anos subsequentes.

Este efeito é similar ao que se observou (e ainda se observa) quando o calendário letivo de Universidades no país é interrompido em decorrência de fatores como greves. Usualmente, os estudantes têm seus períodos de graduação amplamente alongados como consequência.

Repercussão no Brasil

Em 6 de Março de 2020, a Avenues, escola internacional em São Paulo/SP foi a primeira escola em território nacional a interromper formalmente todas as suas aulas, em decorrência da confirmação do diagnóstico de um estudante para infecção com COVID-19.

No dia 9 de Março de 2020, foi noticiado que uma família em Divinópolis/MG se encontra em isolamento domiciliar, em função do diagnóstico positivo para COVID-19 recebido pela mãe. Com isso, dois estudantes, filhos da mulher cujo caso foi confirmado também se encontram na situação de receber conteúdo à distância.

A expansão do número de casos no Brasil nos próximos dias e semanas é um cenário provável, o que exige que as escolas preparem-se com planos de ação que podem passar pela suspensão ou não das aulas, readequação do calendário letivo anual ou fornecimento da opção de aulas e provas à distância para parte ou a totalidade do corpo de alunos.

Soluções apontadas para o ensino à distância

As 10 práticas apontadas pela UNESCO e que vêm sido seguidas por muitas escolas ao redor do mundo são:

  1. Examine a capacidade de lidar com ferramentas digital do corpo docente e escolha as ferramentas mais relevantes;
  2. Garanta a execução de programas de aprendizagem à distância;
  3. Proteja a privacidade e a segurança dos dados;
  4. Priorize soluções que enderecem desafios psicossociais antes de desafios de ensino;
  5. Planeje o calendário de estudos dos programas de aprendizagem à distância;
  6. Forneça suporte a professores e famílias sobre o uso de ferramentas digitais;
  7. Combine abordagens apropriadas e limite o número de aplicativos e plataformas;
  8. Determine regras para o ensino à distância e monitore o processo de aprendizagem de seus estudantes;
  9. Defina a duração das unidades de aprendizado à distância baseado na capacidade de autorregulação de seus estudantes;
  10. Crie comunidades e maximize a conexão entre pessoas nestas comunidades (digitais).

A lista com o detalhamento sobre cada uma destas recomendações se encontra disponível neste link (em inglês).

Além disso, a UNESCO mantém atualizado um mapa mundial de países em que as escolas têm fechamento total a nível nacional ou parcial, e o número de estudantes afetados.

Cenário de fechamento de escolas ao redor do mundo (atualizado em 12 de Março de 2020). Créditos: UNESCO

Posicionamento da Eduqo

Estamos apoiando nossas escolas parceiras na adequação de suas rotinas escolares para o aumento da carga horária digital, seja parcial ou total. Nosso time de especialistas pedagógicos está atento ao desenvolvimento da situação

Para escolas que ainda não têm uma rotina digital ou ferramentas digitais que permitam a ocorrência da implementação das práticas recomendadas pela UNESCO e vivenciadas em outros países, recomendamos o desenvolvimento de um plano emergencial de ação, pautado nas sugestões listadas acima.

Nos mantemos abertos ao compartilhamento de boas práticas para que possamos, em conjunto, reagir de forma adequada ao cenário que se desenvolve referente ao COVID-19. Caso você queira saber mais como implementar soluções em sua escola, escreva para contato@eduqo.com.br.


Manteremos este artigo e outros canais de comunicação da Eduqo atualizados com recomendações e artigos à medida que a situação se desenvolva.

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As melhores soluções para escolas que querem personalizar a aprendizagem, engajar professores, captar e fidelizar seus alunos.

Gabriel Melo

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Co-fundador da Eduqo. Diretor de Produto e Marketing.

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