Como a CNV pode nos a ajudar nas eleições por vir?

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Eu tinha uma regra:

fique longe de política, para manter os amigos próximos.

Em 2018, talvez um ponto singular na política brasileira, decidi afundar no assunto. Li livros, assisti palestras, e assisti debates: tentei formar uma opinião embasada, fora do estilo “fla flu”.

Resultado:

pedi uma amizade de quase 15 anos, além de tensionar outras ao mostrar minha opinião contrário ao mainstream.

Somente ao dizer que ia votar em fulano, ou mesmo me recusar a atacar ciclano, gerava tensão e ataques de natureza pessoal.

Esses ataques, além de negar a pluralidade humana, negava escolhas. Uma que ouvi de uma amiga próxima ao me recusar de atacar “o candidato do ódio”, que ganhou no final: “longo você que venho de família pobre…”; ao me recusar em defender o adversário também, “logo você que estudou em universidades públicas”. Uma vez estava em uma pousada. O filho da dona era de um lado, o candidato havia sido preso, me recusei em opinar sobre a inocência ou culpa do mesmo, apesar de ler o livro que me emprestou que defendia a inocência: a pessoa ficou nervosa, apesar de ser desculpar depois.

Não me afastei de ninguém que votou “no candidato do ódio”.

Por que?

Votar é estratégia, e representa pouco do que está vivo na pessoa.

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Pessoas que durante anos mostraram carinho comigo, agora voltaram no candidato que publicamente atacou uma mulher dizendo “bate que te bato de volta”. Estou confiante de que os dois lados queriam o mesmo para o Brasil: somente escolheram estratégias diferente. Quando falhamos em ver isso, somente criamos um ciclo da morte. Quanto mais atacamos, mais afastamos.

Eu tenho a teoria de que as pessoas estariam mais abertas a voltarem a traz se não fosse nosso sistema atual de punição. Punição cria um ambiente de medo, de burocratas. Durante a pandemia, alguns países africanos abertamente mostraram seus números. Resultado: foram cortados dos aeroportos. Estamos punindo pessoas por fazerem a coisas certa, mesmo em nível de país, e blocos econômicos.

Adaptado de:

Manual de bolso do jovem pesquisador: comunicação não violenta, saiba o que é a linguagem de burocrata, e como não ser mais controlado

Sentimentos, estratégias e necessidades: como a nuvem de sentimentos pode nos ajudar a entender a CNV. Discutimos dois exemplos para mostrar o uso da CNV, como ponto de reflexão, de cura interna. Esse seria o segundo!

Ver: jovempesquisador.com

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A cada quatro anos votamos, mas não pensamos. Realmente, é muita energia para somente um voto, e se compartilhamos? 🤔 Talvez seja gostoso compartilhar, e tornar esse processo doloroso em algo divertido. Vote como se comprasse um smartphone, pense bem! 🤗😍😎

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Jorge Guerra Pires, PhD

Jorge Guerra Pires, PhD

Independent Researcher and writer at Amazon. Visit my profile on Amazon: amazon.com/author/jorgeguerrapiresphd | “I want thinkers, not followers!”