Atrás do palco

11 de abril de 2017

Na época em que meu pai era estudante de engenharia na USP São Carlos (SP), o grupo da Aliança Bíblica Universitária (ABU) colocou uma banca no CAASO, o centro acadêmico, para vender livros da ABU Editora e uma Bíblia. Outros estudantes ameaçaram tacar fogo na banca e só acalmaram quando a Bíblia foi retirada.
 
Mais de 40 anos depois, na mesma missão como assessora, entrei no Centro Cultural do CAASO com mais 15 estudantes corajosos e comprometidos e apresentamos em formato teatral todo o evangelho de Marcos, desafiando os ouvintes a lerem o evangelho por si mesmos e responderem à pergunta: é verdade que Jesus é o Cristo, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou?

Dentre os 90 presentes para o “Experimento Marcos” havia muitos não cristãos e a recepção foi ótima. Como um ciclo fechando a história de meu pai, novas vidas podem ter começado ali. Nenhum espectador veio falar comigo depois, mas alguns falaram impactados com os atores. É claro que eu queria saber dos frutos, mas é como a parábola da semente que cresce enquanto o homem dorme (Marcos 4:26–29): o Reino de Deus atua de dia e noite. Mas Deus me dá o prazer sempre inesgotável de ver o que a peça causa nos atores, e dessa vez uma atriz em especial falou comigo.

A boa terra
Criada na igreja, ela até chegou a participar do Curso de Férias da ABUB no ano passado, em que estudaram Gálatas, mas foi embora com a pulga atrás da orelha: que evangelho é esse? Paulo diz: “Quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana. (…) eu o recebi de Jesus Cristo por revelação” (1:11,12).
 
Ela me contou que participar do Experimento trouxe a resposta e ela pode entender quais são as boas novas do Cristo ressurrecto, “o Filho de Deus” (Marcos 1:1). Glória a Deus! Que bom é participar dessas histórias e poder ajudar na fé e encorajar cada um destes estudantes a serem missionários e impactarem seu contexto.

Grande parte do trabalho dos obreiros da ABUB é estar atrás dos palcos enquanto acontece a missão. Às vezes pode parecer que ela está longe, mas são momentos como esses em que Deus nos mostra que estamos onde ele nos chama a estar e participamos de sua obra, sim! Estou muito feliz de poder vivenciar mais disso, pois desde março estou trabalhando em período integral!

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