Um dia o câncer será apenas um signo

Empatia
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Aug 9, 2017 · 3 min read

Quem é você? Quantos anos você tem? Que você ama? Quais são os seus sonhos? Nós temos a vida toda para responder essas perguntas? Se você não consegue responder estas no momento, responda para si ao menos uma: Você já sentiu empatia por alguém ou por alguma causa?

Constantemente eu exercito a empatia, pois o espírito do nosso tempo nos direciona a sermos mais humanos, justos, solidários, engajados e a nos colocarmos no lugar do outro, para compreender o que nos é alheio.

Hoje fui tocada diretamente por um assunto que vi em um grupo do Facebook: uma vakinha online para ajudar o Gui Pagnoncelli, um rapaz que mora em Maceió (AL) e faz tratamento contra um câncer desde 2012 (descobriu com 22 anos). O Câncer — palavra forte, né? — começou no estômago e ele precisou fazer a retirada total deste e mais uma parte do duodeno. Após complicações, a doença atingiu o esôfago e o pulmão. Em Novembro/Dezembro de 2016 ele iniciou a quimioterapia, para diminuir os tumores e poder passar por um procedimento cirúrgico.

Recentemente o Gui recebeu a notícia que está fazendo um tratamento paliativo e que sua sobrevida é de 6 a 8 meses, caso não consiga ir aos Estado Unidos fazer uma cirurgia de transplante múltiplo de órgãos (estômago, intestino, pâncreas e fígado) e que custa 50 mil reais. Seus amigos e familiares criaram uma vakinha na internet.

A vakinha online, que trabalha no sistema de financiamento coletivo, já está com 41 mil reais — quando comecei a escrever o texto hoje de manhã só tinha 20 mil, faltava muita grana. Gui divulgou em sua conta no Instagram o seu relato e a internet ajudou a chegar até mim. Encontrei a história dele em um grupo que tem 600 mil pessoas. Um rapaz até comentou que se 5mil pessoas doassem 10 reais já bateríamos a meta do Gui e poderíamos fazer a diferença na vida dele.

Eu senti um soco no estômago, não consegui parar de chorar. Aquela energia de dor e tristeza não era minha, mas me senti tão ligada a ele, pois vivemos no mesmo universo, respiramos o mesmo ar… Quero que o Gui tenha as mesmas possibilidades que eu. Hoje ele deve ter a minha idade, só deve amar diferente de mim, sonhar diferente de mim, no entanto, eu quero que ele tenha toda a vida para responder as questões que ele ainda precisa responder. E sinta a mesma empatia por alguém ou alguma causa como eu senti por ele.

Converti essa energia em palavras e uma doação de 13 reais. Espero que este texto também toque alguém, que disponha destes 7 reais e assim formemos 20 reais e que esta corrente de amor e empatia chegue a mais pessoas em tempo hábil e possa proporcionar a perspectiva de vida que o Gui merece. Espero um dia que o câncer seja apenas um signo.

Os dados bancários estão no site da vakinha, quem não puder doar, compartilhe a história do Gui: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/forca-gui-o-cancer-um-dia-sera-apenas-um-signo

Com carinho,

Emanuele Corrêa

Filha de Eli Corrêa, que desde novembro de 2016 luta contra um câncer de mama.

Empatia Conteúdo

Produtora de projetos de conteúdo para todo tipo de plataforma unindo o físico e o digital alinhados ao espírito do nosso tempo.

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