Danilo Motta
May 12, 2016 · 2 min read

Dando prosseguimento à série de entrevistas com candidatos LGBT nas eleições municipais, bati um papo com a Sara Azevedo. Ela é professora da rede pública estadual de Minas Gerais e candidata a vereadora de Belo Horizonte pelo PSOL, partido no qual milita há quase 10 anos. Veja o que ela tem a dizer:

Em primeiro lugar, como avalia a importância da candidatura de uma representante LGBT à Câmara de Belo Horizonte?

A primeira resposta que me vem à mente é de que representatividade importa. Nisso, representar o poder público municipal de uma capital que vem se perdendo espaços para as pessoas, para as diferenças, será a representação e o acúmulo de diversas lutas construídas historicamente — tendo como base a conjuntura de avanço na disputa por nossos direitos de amar, de viver.

Como avalia a atual gestão do prefeito Márcio Lacerda no que diz respeito a políticas voltadas para a população LGBT?

Um grande retrocesso. O centro de referência pelos direitos humanos e cidadania LGBT encerrou suas atividades antes de terminar o primeiro mandato. A constante criminalização da população LGBT que se encontra na Praça Raul Soares mostra que o prefeito quer manter uma cidade insípida. Além disso, somente apresenta políticas de distribuição de camisinha, ainda que de forma insuficiente, na perspectiva de prevenção a AIDS. Ou seja, o colorido de nossa cidade passa longe da prefeitura.

Quais projetos serão priorizados em um futuro mandato? Pode dar alguns exemplos?

As demandas básicas da população LGBT: criar projetos para a plena efetivação do plano nacional de cidadania LGBT, que garanta a inclusão de LGBTs em programas de esporte, lazer, saúde, lutar pela lei de identidade de gênero no âmbito municipal. Na educação: efetivação do piso salarial nacional dos professores e reestruturação da carreira docente.

Por que a escolha pelo PSOL?

Sou militante do PSOL há quase 10 anos. O projeto politico de construção de um campo, organização, que lute de fato por uma transformação social, que consiga ser conectado, antenado com seu próprio tempo; que tem a radicalidade necessária, sem perder princípios; que não se envolve nas marucutaias que as castas políticas fazem e que fizeram de todos os poderes balcão de negocio… Isso e muito mais me fizeram e me fazem seguir lutando e me encontrando dentro desse partido que não é qualquer um

Você foi candidata a deputada federal em 2014. Quais dificuldades enfrentou na campanha? E qual a experiência leva para uma campanha majoritária, caso sua candidatura se confirme?

A dificuldade é a mesma. Partidos que não se vendem e não se rendem a essa política de negociatas têm enormes dificuldades quando não se tem financiamento vultuosos. E com a contra reforma, proposta pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, diminuíram os parcos tempos que temos de comunicação nas TVs e rádios.

Empoderamento LGBT

Este espaço é dedicado a destacar a participação política de LGBTs. Fique à vontade para enviar sugestões de pauta!

Danilo Motta

Written by

O terror da concorrência || jornalistadmotta@gmail.com

Empoderamento LGBT

Este espaço é dedicado a destacar a participação política de LGBTs. Fique à vontade para enviar sugestões de pauta!

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade