E se fosse criado um Uber de Agência de Publicidade

Tenho visto com muita atenção a discussão toda sobre o Uber. Dos relatos que li o serviço do Uber é Premium. Tem café, chocolate, ar condicionado e trilha sonora personalizada. É um grande diferencial se você pensar no taxista padrão que ouve a música que quiser, briga com você se a viagem for curta e não liga o ar.

Aliás dias desses eu peguei um taxista padrão e ele se ofereceu para ligar o ar e usou o Waze e eu já achei um avanço — mas enfim — o Uber está dando o que falar e provocando a ira dos taxistas e toda a discussão que um modelo tão disruptivo trás.

E aí eu fiquei pensando e se fosse criado um Uber para as agências de propaganda. Você entra lá num aplicativo diz que precisa de uma campanha, dá um apanhado geral e espera o resultado.

Ei Armindo isso já existe

Você deve estar lembrando do Fivver, Wedologos ou outro serviço parecido. Mas nestes casos não é um serviço premium. Pelo contrário, é um serviço bem genérico. Você dá seu briefing e as pessoas propõem soluções de criação mais digamos padronizadas e sem muito contato humano. Também não tem aquele jantar ou almoço de negócios “na faixa”.

Mas estou aqui só fazendo um exercício de imaginação. Não estamos falando de táxis que cumprem um trajeto. Criação demanda outro tipo de relacionamento. Sim não é o Hommer escrevendo aqui, eu sei a diferença entre o táxi e uma agência de propaganda.

E também neste exercício não dá pra comparar um Fiverr com uma agência ganhadora de Cannes. Se estivesse fazendo isso estaria comparando laranjas com postes e o leitor poderia então pedir minha internação.

O que eu estou perguntando é poderia um modelo de negócios oferecer para uma pequena empresa o serviço de uma grande agência ao preço de um tostão? Talvez não e de fato o Uber não faz isso.

Ele oferece laranja com preço de laranja mas com um serviço premium.

Mas então onde quero chegar com tudo isso?

O que acontecerá se um novo modelo de negócios colocar em xeque todo modelo atual das agências de propaganda? Sejam elas tradicionais, digitais, bellow, above, inside, anywhere the line?

Como reagiriam os donos de agência atuais? Fariam protestos e entrariam na justiça?

E os clientes trocariam o atendimento da agência atual pela agência premium do ar condicionado e chocolate a preços iguais aos das agências atuais menores?

Ou potentes algoritmos conseguiriam fazer comprar de mídias de forma mais eficiente do jeito que é feito hoje?

Tá tudo bem acho que aí eu to comparando melancias com cimento, mas e aí e na sua opinião se surgisse um “Uber das agências de propaganda” o que aconteceria?