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O CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA 
A exposição retrospectiva nesta capital


Nesta viola eu canto e gemo de verdade 
Cada toada representa uma saudade


A MORTE DO OBSERVADOR ADMIRÁVEL DA VIDA DO RIO DE JANEIRO
O que foi a vida boêmia de Lima Barreto e a sua grande obra de tecelão de romances vivos

Faleceu em sua residência da rua Major Mascarenhas próximo à estação de Todos os Santos onde vivia há quase duas décadas um dos nossos mais festejados escritores e esse passamento, aliás esperado (pois havia meses ele apresentava sérios sintomas de grave enfermidade a que concorreria sua índole irreprimivelmente boêmia) veio desembocar numa dolorosa surpresa para todo o nosso mundo intelectual que via nele o verdadeiro escritor típico do nosso povo, o impressionista admirável, o psicólogo carregado e amargo da vida deste Rio de Janeiro


Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!


E de mim se esqueçam logo
Meu ‘rasto’ varram no chão


CUIDADO! OS RESFRIADOS SÃO SEMPRE PERIGOSOS 
O conhaque Hennessy evita o perigo, e defende a saúde ameaçada


Não me digas em fúnebre toada
que a vida é apenas um sonho oco


O INVENTOR DO TELEFONE 
A morte do sábio Alexander Graham Bell

A personalidade do inventor Graham Bell, que faleceu recentemente com 75 anos de idade, não era estranha ao Brasil, pois ligava o ilustre eletricista ao nosso sábio povo, desde a primeira apresentação pública do telefone, o interesse manifestado pelo sábio imperador D. Pedro II por aquele utilíssimo aparelho propagador do som


NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS IDEIAS DE SEUS COLABORADORES
Klaxon não se queixará jamais de ser incompreendido pelo Brasil, o Brasil é que deverá se esforçar para compreender Klaxon

São Paulo tem a virtude de descobrir o mel do pau em ninho de coruja, de quando em quando, ele nos manda umas novidades velhas de quarenta anos […] pois estamos bem acastelados, de metralhadoras armadas, e lá nos surge pela frente, a 20 metros, um ser (o sr. Lima Barreto, escritor de bairro) que, empunhando a antiga colubrina, tem a pretensão de nos atacar! Colubrina? Qual!


A MORTE DO CONHECIDO ROMANCISTA
Com o seu trespasse perderam as belas letras nacionais um dos seus mais brilhantes cultores

A despeito de sua proverbial boemia, era Lima Barreto um escritor consciencioso e preciso. As suas obras, que seriam em número maior e mais completas não fosse a vida agitada que o empolgou, sempre se assinalaram pela honestidade que as inspirou


COMA COMA COMA LACTA
E não se preocupe em ser novo, mas em ser atual, porque essa é a grande lei da novidade


O DIA DOS MORTOS
As necrópoles, desde cedo, começaram a receber visitantes

A chuva que com pequenos intervalos caiu durante todo o dia de ontem, prejudicou de modo sensível a visitação aos cemitérios. Nem por isso, a romaria da saudade perdeu o seu aspecto de piedade cristã e não menos expressivas foram as demonstrações dos sentimentos carinhosos da população


ACOMPANHE-SE A VIDA DAS CRIANÇAS COM UMA KODAK AUTOGRÁFICA
Quando foi tirada? É a inevitável pergunta que provoca uma fotografia de criança

Por meio da disposição autográfica, pode ser datada cada negativa e inscrito também o título. Propriedade exclusiva da Kodak, situada à Rua Camerino 95, Rio de Janeiro


O NOME DO MORTO NO FOLCLORE BRASILEIRO
O nome pertence ao homem, está entranhado em seu ser, inseparável

chamar o morto, pronunciando seu nome em voz alta, é evocá-lo irresistivelmente por magia poderosa. A alma obedecerá e comparecerá, materializada como na forma corpórea de defunto. O morto é lembrado pelo nome que usava. Quem sabe um nome, exerce domínio

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