Foz

Rios do Mundo

Conduzia-me como cão ao cego

O medo do novo, a mim nocivo

Do indicativo de sangue lascivo

Nascido ferido, eu não me opus

.

Em teu dorso um rio que diz faz

Foz em que me vi fosco, asfixia

Ás de um remorso que se desfez

Na acidez dessa via, a letargia jaz

.

Nativo do desejo, a ti me expus

Brindando o aleijo da estupidez

Como bicho que se vê cativo

Tendo no beijo o paliativo da vez

.

Poesia, antes que a saudade acene

Que ao encanto só teu olhar faz jus

Com ele o gene da beleza convive

Perene como sua luz em minha tez