Image: Wanderer above the sea of fog — Caspar David Friedrich. License: Public Domain.

Invictus

William Ernest Henley

De dentro dessa noite que me encobre
Escura como breu inescrutável,
Agradeço aos deuses que acaso existam
Por minha alma ter inconquistável.

Nas garras cruéis do imprevisível
Não me encolhi nem mesmo lamentei.
Sob as pancadas dos azares,
Tenho sangue na cabeça, ainda erguida

Para além do choro e ranger de dentes
Somente o horror das trevas se divisa
E, no entanto, o tempo que ameaça
Em mim não acha mais que indiferença.

Por mais estreito que o portão seja,
E mais pesada a mão que me castiga,
Eu sou o único mestre do meu destino:
Eu sou o capitão da minha alma.

(Minha segunda tentativa de traduzir esse poema — a primeira foi publicada no finado Orkut).