Mente com propensão ao surrealismo

“Suba, jovem.

Não há tempo para explicações” -

disse o alazão com cabeça de pato.

A cabeça não para mesmo quando

a gente corre contra o vento e a chuva.

O tempo também não,

mas parece que sim.

Pratos de pássaros,

patos de prátaros,

pássaros de pratos.

Tudo livre, avoador,

esvoaçante.

Fica apenas a convicção de que

‘tudo ficará bem’.