Persona II

Plaz Mendes
Jul 20, 2017 · 3 min read
The Ambassadors Holbein

Acordei com o inferno na barriga, uma briga entre alguns demônios pra resolver quem faria mais barulho na periferia…

Busquei a mama soup e nada.

Agora alguns copos de café e os demônios já se intitularam pseudo-intelectuais… Jogando fumaça fora e esperando uma francesa passar.
Uma briga entre quem é o melhor filósofo e me esforço numa privada para acabar com isso.

Privação de dor porque o odor é insuportável.

A francesa de saia caminha, o perfume é caro, mas não é meu apenas voyeur baby.
Do sufoco quase sufoco meu corpo com o doce desejo ardente pimenta quente escorre feito mel de abelhas. A paz reina no albergue e os candidatos chegaram a um acordo de unirem forças para vencê-lo.
A francesa de longe me observa e observo minha língua suja de líquido, cor de merda.

Vomito
Vomito
Vômito

Refresco meu corpo com leite quente e nem tente me dizer que minha vida anda confusa francesa de merda Francesca mulher crediário que manda e desmanda e comanda minhas contas.
Mas não minhas bocas
E como.
Porque é bom
Feito um bombom
E cuspo
Porque é sujo
Tipo impuro.

Mas o que me importa vinte mil vacas chorando no pasto com suas tetas chupadas.
Os patos inchados de tanto raros foi grés .
Os sapos costurados e transmutados em delicatessen exuberantes de brujos e cozinheiros zen contemporâneos.
As minhocas espremidas em quilos de burguers e copos de açúcar preto e potatos gordurosos batatosos recheados de molhos quiméricos das falanges infernais.

E os brindes!

Intrincadamente feitos e encaixados em zonas de exploração e pagos por centavos e vendidos por zilhões.
Enquanto transfiro parte do meu estomache e figaço para a lixeira e deposito meu esgoto dentro de qualquer parquinho de infância.

Crianças!

Não vou deixar se distraído por seu sexo distante anjo moreno luxo de Paris que me domina e comanda e anda por detrás de meus dejetos beliscando meu braço e sugerindo um pesadelo.

New World Ordem.
New Google Order.
New Order.

Peço que vocês deixem-me com a minha ignorância benção dos deuses seus diabinhos diabruras e canduras & Honduras paga quase nada por seus bonequinhos de guerra luxo para poucos; comida falta a muitos eu quero é bis.
Bisbilhoteiro.
Tiroteiro.
Na rua avenida praça urbana ciranda de bando de mendigos corre rumo as luzes dos bancos de dinheiro fiat, mas a bala é de verdade e fere e dói & choro por que papai não voltou.

E meu rim esquerdo parou.

Hordas de malandros espremendo músculos e roubando ósculos vaginais das moças putas casadas maltratadas pelo desejo de sexo todo dia.
Expulsando os demônios dos corpos frescuras doenças estranhas dos sujeitados a todo tipo de anonimato com manias excêntricas todo dia.
Confundido poder com patrão/padrão tipo bebador amargosto de sangue dos cassetetes/cacetadas com manchas de sangue todo dia.
Tiranos insanos vesanos sem sabor saboreie o mar, mas não pode esperar.

Espera sim.

Cartão sem débito conta fechada morte anunciada dor no parto parindo os dentes e os entes perdidos entre páginas de um caduco livro relógio cuco jogo fora compro depois.

Pois o meu fim atrasou;

Plaz Mendes

Ensaios sobre a loucura

Puxa uma cadeira e senta no chão. Não tem chão (capa: erikjo.com)

)

Plaz Mendes

Written by

“O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.” Eduardo Galeano. cmendesthiago@gmail.com

Ensaios sobre a loucura

Puxa uma cadeira e senta no chão. Não tem chão (capa: erikjo.com)

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade