Sabedoria

Charles SPENCELAYH (1865–1958)

Para de falar
Não sei
Você só fala
Não sei
Cada pergunta
Não sabe
Nada
Eu não tenho culpa
De não saber das coisas que você quer saber
Pra ser sincero
Também nem quero saber
Dessas coisas irrelevantes
Eu quero me distanciar
Dessas coisas desimportantes
Não saber
Às vezes é bom
Não sei o que você quer
Saber
Não sei o que eu quero
Saber
Não sei de nada
Não tenho medo de admitir
Não sei nada mesmo
Agora você
Sabe de tudo
Sabichona
Nunca diz
Não sei
O que lá
Nunca diz
Não sei
O quê
Quer saber de tudo
E não sabe nada
Finge que sabe
Que ilusão!
De saber
Achar que sabe de algo
Mesmo sabendo
Que não sabe de nada
Sabinada
Nem sei porque eu to escrevendo isso
Claro que eu sei


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