Véu Lunar.

Acordo entorpecido, sem saber direito se acordei ou se sonho dentro de um sonho. Acordo? Nem sei definir o que me aconteceu, sinto meus pés gelados fora do lençol, defino que estou acordado, infelizmente acordei, levanto e sigo meus compromissos diários.

Mas queria estar ali, entregue ao sono, deitado, encontrando compreensão pra minha mente incompreendida no meu subconsciente, orbitando as luzes confusas em meio a um festival psicodélico de lembranças.

E lá está ela, a deusa forma, a musa dos meus dias, coberta por um véu feito da própria lua, dizendo que devo parar de recorrer aos sonhos.

Mas sou feito de sonhos, melancolia e paixão.

Olho com um olhar pesado em seus lábios, tento tocá-los mas vejo pequeneza dentro de mim perto de algo tão grandioso, ela me recobre com um véu, véu lunar, me enchendo de desespero, me apagando as esperanças, me privando das memórias de um mundo que eu mesmo criei.

Nem nesse mundo posso te ter.

É o Fim deste sonho, até breve.

É também o fim do meu sono, tão breve.

Nem lembrarei disso tudo pouco após acordar, mas lembrarei da deusa forma, ela que é real, ela que domina minha vida, ela que domina meus sonhos, ela que me domina afinal.

Ensaios sobre a loucura

Puxa uma cadeira e senta no chão. Não tem chão (capa: erikjo.com)

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