Um café pra nós dois

Obra: Henri de Toulouse Lautrec

- Que horas são?

- Nem tenho ideia. Foge não, fica aqui.

- Seu tarado, animado de novo?

- Sempre, hehehe. São 8 horas.

- Já?

- Já.

- Daqui a pouco precisamos ir, senão já viu.

- Só mais um pouco. Te ver assim toda descabelada, nua…

- Nem começa. Senão a gente perde a hora e perde o café. E não adianta fazer essa cara de gato sem dono.

- OK.

- Vou jogar uma água no corpo e já volto.

- OK.

- Tadinho do meu menino todo animado, fica assim não. Pede o café que eu já volto.

- Sim senhora. Mais alguma coisa senhora?

- Besta!

- Tonta!

- O café chegou! Amor?

- Vem cá um pouco.

- Algum problema!!!

- Tem um sim, me ajuda.

- Claro! Que foi?

- Que agora quem está acesa sou eu.

- E a hora…?

- Dane-se a hora.

- Acho que perdemos a hora e o café esfriou. Mas foi tão bom.

- Seu tarado sem vergonha, atacando uma mulher de família assim.

- Dessa vez foi você que começou.

- Achou ruim eu não faço mais.

- Na verdade senhora juíza, pode me condenar porque agora quem está querendo mais sou…

- Não, para… ahhhhh.. não… não para… assim… meu tarado lindo… aaaahhh…

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