Desejo em imersão

Foto: Alex Salgues

Estamos meu marido e eu na banheira, cercados de espuma perfumada. Sim, nós temos uma banheira. Fazemos isso de vez em quando pra relaxar. Foi um dia difícil, nós merecemos.

Estamos ambos sentados; eu numa das extremidades da banheira, apoiado na parede, e ele a minha frente, entre as minhas pernas e apoiado no meu corpo. Os seus braços repousam em minhas coxas e as minhas mãos acariciam seu cabelo e sua pele. Como eu adoro isso.

A única luz presente no ambiente era aquela que vinha de fora, dos postes de luz, através da janela pequena; fraca e alaranjada, era suficiente pra destacar o brilho molhado da nossa pele. A nossa respiração e ocasionais distúrbios na água quebram o silêncio.

As costas dele pressionam o meu pau contra o meu corpo. Logo eu vou estar fodendo essa bunda e, como sempre, vai ser ótimo. Sei que ele tá excitado também. Aposto tudo que o cu dele tá piscando com vontade de dar.

Cu apertado, carnudo, guloso. Cu que adoro chupar, lamber e beijar. Cu que adoro meter até o fundo e senti-lo piscar. Cu que adoro foder com muita força; ou melhor: arrombar.

E como a foda é boa. Adoro quando ele geme suplicante. Adoro como ele grita quando dou uma estocada profunda. Adoro sua cara de dor quando meto o mais rápido que consigo. Adoro como ele sorri quando dou uma enfiada bem lenta. Adoro escutar sua voz macia falando “mais forte”, “mais rápido” ou “mais fundo”. É nessas horas que eu piro.

Ele me enlouquece na cama bem fácil. Me provoca dizendo que aguenta mais e sempre é verdade. Me instiga a bancar o ativo dominante e me desobedece de propósito só pra ser castigado. Me convence a fodê-lo com sua voz macia que endurece meu pau em segundos.

Na cama, nos transformamos. Deixamos de ser civilizados, viramos selvagens. Quase não falamos, mas gememos, gritamos e grunhimos. Eu sou dominante, ele é submisso, eu meto, ele dá, eu bato, ele apanha. Nós somos diferentes, complementares. Mas também somos iguais: ambos agressivos, safados, aventureiros. Nossas transas são únicas, um evento, um show particular.

Eu olho pro seu corpo, brilhando no escuro, e lembro das vezes que gozei em seu torso. Passo as mãos pelos seus braços e lembro das vezes que os amarrei por trás das suas costas e o fodi. Faço círculos com os dedos em volta dos seus mamilos e lembro das vezes que os chupei. Reagindo ao meu toque, ele vira o rosto e me olha.

“Te amo”, diz.

“Também te amo”, digo.

Ele vira o corpo e fica de quatro na banheira.

“Quer me comer?”, ele pergunta, olhando pro meu pau duro.

“Quer dar?”

“Sempre.”

“Minha pica tá preparada.”

“O meu cu também.”

Rimos. Nos beijamos. E transamos a noite inteira.

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