O voyeur

Eu e meu namorado voltávamos pro nosso carro no estacionamento depois de algumas horas de compras no shopping. O deixamos no lugar mais isolado possível com um objetivo: viver a aventura de transar em público. O vento gelado do exterior entrava forte e agredia nossa pele e, quase correndo, atravessamos todo o estacionamento até a nossa vaga. Chegando lá, ele abriu a porta, mas eu o interrompi.

“Não, eu quero aqui fora.”

O combinado era que a gente iria transar dentro do carro, mas eu tava me sentindo ousado e o tesão falou mais alto. Ele abriu um sorriso surpreso e perguntou:

“Tem certeza?”

Eu confirmei com a cabeça. O carro estava de frente para uma parede e com outra parede ao seu lado esquerdo; nós ficaríamos quase invisíveis. Ele pegou uma camisinha no porta-luvas e veio até mim. Abrimos nossos zíperes e baixamos nossas calças até os joelhos; ambos já estávamos em ereção. Ele vestiu seu pau com a camisinha e eu o chupei rapidamente para lubrificá-lo. Me escorando sobre o capô do carro, ele segurou na minha cintura e me penetrou. Eu suspirei de prazer.

Metendo rápido e sem perder o ritmo, ele me fodeu em público pela primeira vez. A possibilidade de ser pego aumentava o nosso prazer, mas meu tesão era mais extremo: no fundo, eu queria ser flagrado. Queria que alguém visse meu namorado enfiar o pau dentro de mim, queria que vissem a minha cara de prazer ao ser penetrado com força, queria que o vissem agarrando minha bunda com força, mordendo minha orelha e puxando meu cabelo.

Foi então que, de repente, eu o vi. Para minha surpresa, a uns quatro carros de distância, numa outra área do estacionamento, um cara nos seus 30 anos nos olhava através do para-brisas. Pela sua expressão igualmente surpresa, ele acabara de nos notar e parecia sem reação. Eu quis terminar a foda com ele assistindo, mas meu bom senso me disse para avisar meu namorado.

“Amor?”, chamei-o calmamente.

“O que foi?”, perguntou ele, diminuindo um pouco o ritmo da foda.

“Tem um cara olhando pra gente.”

Parando totalmente, ele olhou pros lados, exclamou um palavrão baixinho e disse:

“Vamos embora.”

Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, eu o interrompi uma segunda vez aquele dia.

“Eu quero continuar.”

“Tá ficando maluco?”

“Não”, disse, retribuindo o olhar do estranho. “Ele não vai fazer nada, tenho certeza.”

“Onde ele tá?”

Eu indiquei o carro do estranho e ele baixou a cabeça para vê-lo através do nosso carro. Fingindo não olhar, mas sem disfarçar muito bem, o estranho continuou lá, parado. Ele deu uma risada seca e disse:

“Se você quer, tudo bem.”

Com o corpo ainda sobre o meu, ele voltou a meter, dessa vez mais rápido e mais forte. Sentindo mais prazer, eu abri um sorriso, sem tirar os olhos do estranho, que agora nos olhava diretamente. Safados, nós demos um show pra ele.

Voltando o corpo a uma posição ereta, meu namorado continuou metendo e estapeou a minha bunda. O som da palmada ecoou pelo estacionamento e eu abri minha boca como se fosse gritar, mas sem emitir nenhum som.

De longe, eu vi o estranho olhar pros lados como se temesse a presença de alguém. Foi então que eu percebi.

“Ele tá batendo uma”, anunciei, fazendo meu namorado rir.

“E eu já vou gozar, ok?”

“Ok.”

Ele gozou e desabou sobre mim. Olhando para o estranho, que continuava batendo, piscou pra ele e disse:

“Vou te chupar.”

Ele me fez deitar de costas sobre o carro e abriu minhas pernas. Em contato com a minha bunda, o capô gelado do carro fez minha pele se arrepiar. Eu segurei em sua cabeça durante o boquete, sem poder mexer as minhas pernas por causa da calça em meus calcanhares. Logo depois, eu gozei.

Se debruçando sobre o meu corpo, ele me deu um selinho. Nesse meio tempo, o estranho deu partida no carro e foi embora em alta velocidade.

“Safado”, meu namorado disse. “Saiu sem pagar.”

Rindo, nós nos vestimos e fomos embora também. Agora que tesão passara, o nosso ato de atentado ao pudor nos parecia loucura. Fizemos piadas durante todo o caminho até a nossa casa e, no fim, ficou implícito: com certeza faríamos sexo em público outra vez.