Acho que existe algo de muito belo em apreciar uma outra pessoa sem precisar expressar nada — quando os pequenos gestos já mostram os sentimentos todos. É uma comunicação silenciosa, onde você não precisa dizer nada para saber que gosta e é gostado em uma similar intensidade.

Sinto que é algo tão bonito: pessoas que moram longe, que moram perto, e por vezes até mesmo comprometidas, que não tem medo de deixar expresso um carinho que poderia haver caso o destino tivesse impresso uma outra configuração. Acho doce; é você entender que ter alguém que você ama não te impede de reconhecer que você poderia amar um outro alguém, caso fosse esse o caso. (Me parece o tipo mais palpável de fidelidade, de um modo: o que você fica porque você quer estar. Certamente é mais saudável do que aquele pautado em ciúmes, insegurança e posse.)

Ao mesmo tempo, acho que existe algo de muito belo no contrário, também: naquela apreciação tão intensa que você precisa de palavras para transmitir aquilo que transborda. A gente transparece pelos gestos e pelas atitudes, mas por vezes nós queremos — ou necessitamos — verbalizar. E quando as palavras vem, elas vem com intensidade: vem como um soco, como uma explosão, e como um abraço, impactantes e acolhedoras, tudo ao mesmo tempo.

Quão mais eu penso nisso, mais eu acho bela essa multitude de expressões. Acho que existe algo de muito belo em tudo isso. Acho que existe algo de muito belo em muitas coisas.

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