Perfil | Lázsló Moholy-Nagy

Publicado originalmente em 01/02/2017

Nascido na Hungria, em 1895, Lázsló Moholy-Nagy estudou Direito até o início da primeira grande guerra, quando teve de servir na artilharia do exército austro-húngaro. Retornou devido a um ferimento e abandonou os estudos para ingressar em uma escola de arte.

Influenciado pelo Construtivismo — e dissociado de partidarismos, Moholy-Nagy iniciou suas pesquisas e experimentações direcionadas ao desenvolvimento de uma nova forma de expressão artística que fosse coerente com o “novo mundo”.

Nessa época, mantinha contato com a Facção Construtivista Internacional, os artistas húngaros exilados e os construtivistas russos, dentre eles, Walter Gropius, fundador da escola Bauhaus — onde, mais tarde, viria a se tornar mestre.

Como extensão fisiologicamente aperfeiçoada do olho humano, a câmera fotográfica permitia que o mundo se apresentasse de formas ainda não vistas a olho nu. Foi, portanto, através da utilização da fotografia como meio de criação que Moholy-Nagy direcionou seus estudos em três vertentes distintas: os fotogramas, a fotografia propriamente dita e a fotomontagem (fotoplastik).

Moholy-Nagy iniciou seus experimentos decompondo o processo fotográfico para alcançar seu estado primário — elemento sensível, luz e objeto que a modula. Dessa forma, desenvolveu a técnica conhecida como Fotograma, que consiste basicamente em iluminar um objeto, projetando sombras contra o papel fotográfico ou outro meio sensível, movimentando a fonte de luz ou o objeto durante a exposição. Este processo representa uma ruptura com a imobilidade antes requerida para o registro.

Herança do Construtivismo, a relação entre forma e espaço era de grande importância para o fotógrafo. Era de costume que seus enquadramentos nada usuais valorizassem essa questão, a inter-relação entre luz e sombra, e ainda instigassem o olhar do expectador pela ausência de orientação — para isso, omitia a linha do horizonte ou utilizava pontos de vista capazes de desestabilizarem a percepção. A fotografia era, para ele, um fenômeno sensorial que não deveria imitar a natureza.

Lázsló Moholy-Nagy morreu de leucemia em 1946, em Chicago, nos Estados Unidos.

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