Problem Based Learning — PBL

A Aprendizagem Baseada em Problemas ou PBL (Problem-based Learning) é um método instrucional que usa um problema para iniciar, motivar e focar a aquisição de conhecimentos, além de estimular o desenvolvimento de habilidades e atitudes profissionais.

Segundo Rocha (2014), o PBL tem um propósito maior que é motivar e despertar o interesse do aluno a buscar soluções para um determinado problema.

a metodologia PBL (do inglês Problem-Based Learning), consiste em que os professores propõem um problema à turma e dão um prazo para que os alunos encontrem soluções por si mesmos. “Primeiro, nós não estamos focando um curso enquanto material ou mote específico; o material não é o curso.

A aplicação do PBL, pode variar, mas o ponto em comum entre todos, é o fato do problema anteceder a teoria. O processo de solução original é composto do seguinte conjunto de atividades (BARROWS, 2001; ENGEL, 1998):

a. apresenta-se um problema aos alunos que, em grupos, organizam suas ideias, tentam defini-lo e solucioná-lo com o conhecimento que possuem;

b. através de discussão, levantam os aspectos do problema que não compreendem;

c. priorizam então as questões levantadas pelo grupo e planejam quem, como, quando e onde essas questões serão investigadas para serem posteriormente compartilhadas;

d. quando se reencontram, exploram as questões de aprendizagem prévias, integrando seus novos conhecimentos ao contexto do problema; e

e. depois de terminado o trabalho com o problema, avaliam a si mesmos e seus pares de modo a desenvolverem habilidades de autoavaliação e avaliação construtiva de colegas. Mesmo pautada nesse processo, a PBL não almeja somente a solução de problemas.

Vantagens da PBL

  • Aumento do senso de responsabilidade dos estudantes, que precisam ter vontade e disciplina para estudar e aprender por conta própria.
  • Estímulo à leitura, ao emprego do raciocínio lógico, as discussões e ao trabalho colaborativo (equipe).
  • Incentivo aos estudantes para que investiguem mais a fundo os problemas apresentados a fim de encontrar soluções práticas para eles;
  • Interlocução das disciplinas e especialidades distintas com a troca de saberes entre elas;
  • Permite o estudo da percepção, criação e elaboração de proposta e soluções;

Desvantagens da PBL

  • Com a ausência de provas e trabalhos escolares frequentes, há menos cobrança por parte dos professores. Os estudantes que não se abrem para o método inicialmente tendem a se dedicar menos aos estudos e, consequentemente, aprendem menos;
  • Com a facilidade de acesso e a quantidade de informações disponíveis na internet, os alunos podem acabar recorrendo a fontes de pesquisas duvidosas, sem a preocupação com a origem e a veracidade das informações encontradas. O novo método recebeu algumas críticas pesadas por ser considerado superficial. De certa forma encoraja alunos a “enganar” seus professores, com cópias de trabalhos encontrados na internet por exemplo;
  • Em grupos com maiores números de participantes pode ocorrer divergências de pensamentos que podem causar desgaste entre o grupo se não forem debatidos de forma madura.
Um dos fundamentos principais do método é que devemos ensinar o aluno a aprender, permitindo que ele busque o conhecimento nos inúmeros meios de difusão do conhecimento hoje disponíveis e que aprenda a utilizar e a pesquisar estes meios. A diversidade, ao contrário da unicidade do conhecimento do professor, é o objetivo. Só a postura de estudo e aprimoramento permanente torna possível a sobrevivência profissional em um mundo de economia e conhecimentos globalizados. (Escolas Médicas do Brasil)

A utilização da metodologia PBL estimula o raciocínio e o trabalho em equipe, bem como a busca por todos os recursos disponíveis, seja na internet, nos livros da biblioteca e no contato com as demais pessoas envolvidas no processo de ensino e aprendizagem.

Rocha (2014), afirma que a formação por meio da metodologia PBL, não tem o foco no curso ou no material do curso, e sim no aluno e na sua capacidade de articulação e comunicação, o que podemos compreender como uma tendência inovadora da utilização do PBL que é o conceito H.

Nós trabalhamos com duas orientações metodológicas. Uma é o PBL — que é a metodologia baseada em problemas. E nós aliamos a isso, em uma perspectiva mais instrumental ou operacional, o conceito H. Ele prevê a utilização de todas as possibilidades disponíveis na internet para alcance do seu objetivo. E aí nós temos uma utilização plena dos recursos tecnológicos, que vão desde whatsapp a facebook, blog, vlogs, youtube, hangout, vox, enfim, uma série de serviços que cria no aluno uma condição de repertório tecnológico para que ao final o aluno tenha não só conhecimento conceitual de modos interativos, mas tenha, essencialmente, uma experiência ampla de usos variados de tecnologia de comunicação e informação. Verificando que mídia é meio e não fim.

PROPOSTA

A situação problema sugere o vórtex como uma analogia para aquilo a que se destinam as atuais tendências. Estas tendências se posicionam como vetores, como setas em um grande espiral que afunila desembocando no futuro. Tal qual um furacão, há uma grande força promovendo aquele movimento que causa mudanças profundas ao seu término.

Se propõe a aplicação deste conceito para os ecossistemas de mercado e de educação, pensando pela ótica do compartilhamento. Ora, avaliando este apontamento, é possível encaixar como vetor de tendência em educação a utilização do modelo Problem Based Learning (PBL).

O professor Gil Sant’Anna (2017) traz em artigo para a Plataforma de Apoio Universitário em Habilidades Socioemocionais — Ambamind algumas pesquisas apontando como o PBL como tendência e justifica:

Em contraste com o currículo passivo baseado em uma rota de memorização do passado, PBL envolve ativamente as crianças em atividades práticas destinadas a responder perguntas e resolver problemas. Esta abordagem “americana”, que se tornou popular pelo reformista educacional John Dewey, que liderou a pedagogia “learning by doing”, geralmente envolve trabalho em equipe, raciocínio crítico, e avaliação de recursos. Em outras palavras, ele emula como cientistas do mundo real trabalham (se você é cientista, sabe do que estou falando).

Já pela ótica de mercado, como a própria situação problema aponta, é possível enxergar a Uber Economia como um outro vetor a seguir para este vórtex. Segundo Favaro (2017), o termo foi cunhado pelo pesquisador americano Steven Hill, que o conceitua: “Essas companhias com base na internet e em aplicativos criam plataformas que conecta compradores e vendedores de bens, trabalho e serviços, deixando de fora qualquer intermediário de uma forma nunca antes possível” .

Vendo estes dois vetores, há algumas perguntas e afirmações a serem feitas para enxergar a qual futuro nos levarão estas duas tendências.

  1. É tendência a adoção do PBL em instituições de ensino? Se sim, em qual ou quais níveis de formação?
  2. O que caracteriza a Uber-Economia? São tecnologias? Formas de relacionamento? Estas características são possíveis de aplicação na educação? E no modelo PBL?
  3. O que podemos visualizar no final desse vórtex?

O desenho abaixo ilustra a transformação que poderia se dar no âmbito da educação se seguirmos como tendência o modelo da Uber-Economia aliado ao PBL.

Essa tendência, teria no território das mídias interativas o elo de ligação para o compartilhamento e um novo espaço de aprendizagem.

Como tendência de mercado, percebemos que a educação alcança um viés inovador ao inserir em sua prática meios e métodos que permitem a criatividade dos alunos e o melhor aproveitamento do professor nas iniciativas e nas tomadas de ações que ampliem o processo de ensino e aprendizagem.

Percebemos também que a educação é um grande comércio para as empresas que atuam nesse ramo, já que temos um território extremamente grande e carente de ação do Estado. Neste contexto, o PBL amplia as vantagens do cursos de EAD (Educação a Distância), por permitir a utilização de todas as mídias interativas e físicas em suas atividades.

Dessa forma, o avanço da tecnologia e dos dispositivos, aliada a velocidade elevada com que a informação se propaga por esses recursos, a praticidade de estudar em casa, a possibilidade de transmitir conteúdo online, em tempo real, as novas relações de trabalho, os novos tipos de negócios e a reordenação do consumo por parte dos clientes, obrigam novas frentes de crescimento e, dessa maneira, é necessário inovar e oferecer novos produtos e serviços.

Assim, compreendemos que a educação aliada aos recursos tecnológicos e aos dispositivos que permitem o acesso, transmissão e recepção de conteúdo, o compartilhamento de saberes se torna atrativo para o ramo comercial (empresas), ao oferecer oportunidade de lucros e de expansão e melhoria constante faz a espiral comercial e financeira girar em favor do processo de formação do cidadão.


Vídeo: O legado vórtice da inovação na qualificação digital

REFERÊNCIAS

BARROWS, H. S. (2001). Problem-basedlearning (PBL). Disponível em: < http://

www.pbli.org/pbl/ >. Acesso em: 16 out. 2017.

______. Problem-based learning in medicine and beyond: a brief overview. In: WILKERSON, L.; GIJSELAERS, W.H. (Eds.). Bringing problem-based learning to higher education: theory and practice. San Francisco: Jossey-Bass, 1996. p. 3–12. Disponível em: <http://www.redalyc.org/html/684/68470110/>. Acesso em: 16 out. 2017.

Escolas Médicas do Brasil. Problem Based Learning- Centro de Ciências da Saúde — UEL. Disponivel em: <http://www.escolasmedicas.com.br/news_det.php?cod=124>. Acesso em 16 out 2017.

ENGEL, C. E. Not just a method but a way of learning. In: BOUD, D.; FELETTI, G. (Eds.). The challenge of problem-based learning. Londres: Kogan, 1998. p. 17–27. Disponível em: <http://www.redalyc.org/html/684/68470110/>. Acesso em: 16 out. 2017.

ROCHA. Cleomar. Sobre Peles: Interfaces, Tecnologia e Educação. Disponível em: <https://www.ciarnoticias.ciar.ufg.br/2edicao/noticia3.html>. Acesso em: 25 out. 2017.

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